Batata roxa pode reduzir risco de câncer de cólon e doenças inflamatórias intestinais, diz estudo

Batata roxa pode reduzir risco de câncer de cólon e doenças inflamatórias intestinais, diz estudo
19 outubro 15:52 2017 Imprimir

Pesquisadores observaram que porcos alimentados com batatas roxas apresentaram níveis seis vezes menores de uma proteína prejudicial conhecida por promover tumores e outras doenças inflamatórias intestinais.

A equipe, da Pennsylvania State University afirmou ainda que outras frutas e vegetais coloridos, como brócolis e uvas vermelhas, poderiam funcionar da mesma maneira, uma vez que contêm um coquetel de produtos químicos antitumorais. As informações são do Daily Mail.

As descobertas do recente estudo se unem a um conjunto de pesquisas que já sugeriram que uma “dieta arco-íris” pode prevenir doenças crônicas. Logo, a compreensão destes compostos presentes nos alimentos e como funcionam a um nível molecular, pode levar a novas drogas para combater o câncer e outras condições potencialmente fatais, de acordo com os pesquisadores.
O estudo, que foi feito em suínos, uma vez que estes possuem um sistema digestivo muito parecido com o nosso, descobriu que as batatas roxas suprimiram a propagação de células estaminais do câncer de cólon, mesmo como parte de uma dieta de alto teor calórico.

Verificou-se que os animais tinham seis vezes menos uma proteína prejudicial chamada IL-6 (interleucina-6), que alimenta tumores e outras doenças inflamatórias do intestino, quando comparados a um grupo controle em uma dieta normal. E a equipe viu que as batatas cruas e assadas tiveram efeitos semelhantes nos animais.

“O que aprendemos é que a comida é uma via de mão dupla – pois pode promover doenças, mas também pode ajudar a prevenir doenças crônicas, como o câncer de cólon“, disse o professor Vanamala, um dos responsáveis pelo estudo. “O que não sabemos é como esse alimento funciona no nível molecular, mas este estudo é um passo nessa direção”.
Vanamala e sua equipe assumiram então que comer alimentos integrais que contêm macronutrientes – substâncias que os seres humanos precisam em grandes quantidades, como as proteínas, por exemplo – bem como micro e fitonutrientes, como vitaminas, carotenoides e flavonoides, pode alterar a produção de IL-6.

As descobertas, que foram publicadas no Journal of Nutritional Biochemistry, reforçam um corpo de pesquisas recentes que sugerem que as culturas com dietas baseadas em plantas tendem a ter taxas de câncer de intestino mais baixas do que as que comem mais carne. Vegetais “coloridos”, como a batata roxa, contêm compostos bioativos, como antocianinas e ácidos fenólicos, que já foram vinculados à prevenção do câncer, de acordo com Vanamala.

“Por exemplo, as batatas brancas podem até ter compostos úteis, mas as batatas roxas têm concentrações muito maiores desses compostos anti-inflamatórios e antioxidantes“, disse ele. “Nós usamos apenas a batata roxa como modelo, mas esperamos investigar como outras plantas podem ser usadas no futuro”.
“Ao invés de criar uma pílula, podemos promover o consumo de frutas e vegetais, que são muito ricos em compostos anti-inflamatórios, para combater o crescente problema da doença crônica“, acrescentou.

Atualmente, os medicamentos que inibem a produção de IL-6 são usados contra certos tipos de artrite reumatoide, embora agora estejam sendo considerados para tratar outras doenças crônicas promovidas por inflamações, como o câncer de intestino, por exemplo. No entanto, estes remédios são caros e podem causar efeitos colaterais.

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