Léa Campos: Ditadura no Futebol

Léa Campos: Ditadura no Futebol
12 julho 10:47 2018 Imprimir

Já vimos como a corrupção levou alguns mandatários do futebol à prisão.  Não tem como haver dúvidas sobre o mal manejo do futebol, onde uns ganham muito em troca de favores. Disseram que a Copa 2014, 2018 e 2022 tiveram votos comprados de diversos mandatários para favorecer os países que ganharam o direito de sediar o evento esportivo que mais dinheiro envolve em todo o planeta.

Aos poucos e por interesse foram aumentando o número de países participantes, chegamos a 32, na Rússia 2018.  Em 2015 Platini, propôs expandir a Copa para 40 seleções, mesma proposta apresentada pelo atual presidente da FIFA, Gianni Infantino em 2016, mas ambos não receberam respaldo. Entretanto em janeiro do ano passado, o Conselho da FIFA votou pela expansão para 48 seleções. O torneio terá 16 grupos com 3 seleções cada, sendo que os dois melhores de cada grupo avançam para a fase final, o que chamamos de mata-mata, aumentando o número de jogos de 64 para 80. A tabela abaixo mostra como são distribuídas as vagas do novo formato da competição.

Confederação
Países membros da FIFA
Vagas no novo formato
Porcentagem dos membros com vagas
Vagas no formato antigo
AFC
46
8
17%
4,5
CAF
54
9
17%
5
CONCACAF
35
6
17%
3,5
CONMEBOL
10
6
60%
4,5
OFC
11
1
9%
0,5
UEFA
55
16
29%
13
Play-off

2

Total
211
48
23%
31 + sede

Decidida essa parte, o passo seguinte seria a escolha do país anfitrião da Copa 2026.

O Conselho da FIFA decidiu em 30 de maio de 2015 que qualquer país poderia concorrer como candidato, sempre e quando sua federação tenha o país que sediou a copa anterior.

Devido essa imposição, os membros da Confederação Asiática de Futebol (AFC) não poderão concorrer, já que em 2022 a Copa será em Catar.

Em outubro de 2016 o Conselho aprovou o critério de aprovação, instaurando que membros associados às confederações que sediaram as duas últimas copas, ficaram inelegíveis ao processo de dita escolha, assim além da AFC, a UEFA (União das Federações Europeias de Futebol) também não poderá se candidatar.

Somente em caso de que as propostas não atinjam as exigências impostas pela entidade maior, seriam aceitas propostas da federação que sediou a penúltima copa, neste caso algum país da UEFA e em caso de não cumprirem com os requisitos aceitariam propostas da federação sede da última edição, no caso a AFC.

Ficou acordado que permitiriam candidaturas múltiplas, o que obrigou a avaliação de caso a caso, sendo que, Fatma Samoura, secretária geral da FIFA, tem o poder de excluir candidatos que não satisfaçam todos os pontos técnicos mínimos para sediar a competição.

O processo de candidaturas constitui em quatro etapas: em maio de 2016 e maio de 2017 analisaram as possíveis candidaturas, de junho a dezembro de 2017 foram confirmadas e os detalhes apresentados, entre março e junho desse ano foi feita a avaliação dos candidatos, em junho foi feita a escolha da próxima sede.

A escolha estava entre Marrocos e Estados Uunidos, que resolveu se unir ao Canadá e México para fazer a Copa 2026, depois dos rumores que cada um queria a sede para si.

Entretanto, ficou decidido que México e Canadá receberão apenas 10 jogos e Estados Unidos ficarão com os 60 restantes, incluindo todos os jogos após as quartas de final.

O regulamento determina que 203 membros do Comitê Executivo da FIFA tiveram direito ao voto, sendo que seria necessária uma maioria absoluta de 102 votos para a definição do país-sede.

A eleição do país-sede da Copa 2026 ocorreu dia 13 de junho em Moscou, dando como vencedor os três países do norte.

Estados Unidos ameaçou os países que votassem contra os três países, que receberiam sanções do governo americano, assim se posicionou o presidente dos Estados Unidos dia 07 de junho:

“Os Estados Unidos têm uma candidatura forte em conjunto com o Canadá e o México para a Campeonato de futebol mundial, a ‘Copa do Mundo’ em 2026. Seria muito triste se os países que sempre apoiamos fossem fazer ‘lobby’ contra a proposta dos EUA. Porque devemos apoiar esses países quando eles não nos apoiam (inclusive nas Nações Unidas)?”, questionou Donald Trump, em sua conta oficial Twitter, na quinta-feira à noite.

ASSIM CAMINHA NOSSO FUTEBOL.

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