Nem “sina do apagão” salva, e Galo perde pontos preciosos no pelotão da frente

Nem “sina do apagão” salva, e Galo perde pontos preciosos no pelotão da frente
09 agosto 15:25 2018 Imprimir

Nem sempre há uma luz no fim do túnel. A sina de jogos paralisados era positiva para o Atlético-MG nos últimos anos. Porém, nesta segunda-feira, quando o Galo enfrentou o Internacional no Independência, a tradição foi quebrada. O jogo estava empatado por 0 a 0, quando, aos 8 minutos do segundo tempo, uma forte chuva de granizo caiu em Belo Horizonte. Não bastasse as grandes pedras de gelo, o jogo ainda foi “atacado” por outro problema: apagão nos refletores. A falta de energia veio logo após a tentativa de reinício, assim que a chuva diminuiu a intensidade.

Depois de mais de 22 minutos de paralisação – somando as duas paradas – o árbitro Jailson Macedo Freitas recomeçou a partida. Mas aí faltou clareza ao Galo para criar as jogadas. O time insistiu em cruzar bolas na área, fato que ajudou a defesa do Colorado. Além disso, a equipe gaúcha aproveitou o apagão defensivo (esse de marcação) dos mineiros para cobrar uma falta rápida no meio-campo. Patrick encontrou Edenílson com passe de peito, e o volante fez o gol da vitória por 1 a 0. Os três pontos colaram o Inter na parte de cima e estacionaram o Atlético-MG na quinta posição, oito pontos atrás do líder São Paulo.

História já foi diferente

Atlético-MG diante do Newell’s Old Boys pela Libertadores 2013 é o apagão mais famoso da história do Galo. A partida da semifinal foi paralisada aos 32 minutos do segundo tempo. O Alvinegro perdia por 1 a 0. Depois que a luz retornou, o time cresceu de produção, e Guilherme acertou um belo chute que garantiu a disputa de pênaltis. Depois, coube a São Victor defender a cobrança de Maxi Rodríguez e garantir o Atlético-MG na decisão.

Na mesma edição do torneio continental, o Tijuana, adversário do Atlético-MG nas quartas de final, reclamou da falta de luz durante o treino que antecedeu o jogo no Horto. O problema não ocorreu durante a partida, mas parece ter dado sorte ao Galo, que conseguiu a classificação com o pênalti perdido por Riascos nos instantes finais. (Relembre abaixo o registro dos mexicanos sobre o episódio em uma rede social). Em tempos mais recentes, o Atlético-MG também se deu bem em noites de apagão. Em 2017 foram três oportunidades com final feliz para os mineiros: Figueirense, Cruzeiro e Grêmio.

Faltou energia

O jogo contra o Figueirense, fora de casa, marca uma vitória recente do Atlético-MG como visitante em duelo com falta de energia. A partida em Santa Catarina foi pela terceira fase da Copa do Brasil do ano passado. Otero fez o tento do triunfo no Sul do país. Depois, em casa, o Galo passou sufoco para avançar à próxima fase nos pênaltis.

Ainda houve a vitória no clássico do Campeonato Brasileiro, contra o Cruzeiro, no Independência. Fred ainda vestia as cores do Galo – agora é jogador da Raposa – e fez dois gols naquela oportunidade. O duelo com apagão no Horto terminou com vitória atleticana por 3 a 1. Mais um exemplo bem-sucedido de jogo sem luz para o Galo foi a última rodada do Brasileiro 2017. Com chuva forte na capital mineira, a partida contra o Grêmio foi decidida após os problemas de energia. Otero fez um belo gol de falta no “apagar das luzes”, aos 53 minutos da etapa final, e colocou o Atlético-MG na Pré-Libertadores do ano seguinte.

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