Análise Itaú BBA: Cruzeiro está em situação “aceitável”, mas precisa de “atenção constante”

Análise Itaú BBA: Cruzeiro está em situação “aceitável”, mas precisa de “atenção constante”
20 setembro 18:19 2018 Imprimir

O Cruzeiro está “entrando nos trilhos”. Essa é a conclusão do Itaú BBA sobre a atual situação financeira do clube, com base nos números do ano passado. O banco destaca o crescimento de 37% nas receitas totais.

“Os sinais que o Cruzeiro apresenta são positivos: receitas recorrentes crescendo, investimentos comportados e redução de dívidas. Ainda assim foi campeão em 2017. O risco é o clube já acreditar que está em ordem e retomar o processo de investimentos elevados e aumento de custos. A situação do clube é aceitável, mas carece de atenção constante”, diz a análise do Itaú BBA.

Mas as notícias são boas para o Cruzeiro. “Os investimentos em formação de atletas (base) foram elevados em 2017, atingindo R$ 18 milhões, mudando completamente o patamar e a estratégia, como em 2016 quando o clube investiu R$ 54 milhões em atletas profissionais e apenas R$ 2 milhões na base”, destaca o relatório do Itaú BBA.

O aumento de receitas com crescimento moderado dos gastos também foi mencionado: “Assim o clube gerou caixa nas duas visões, total e recorrente, pelo segundo ano seguido”.

Na análise das dívidas, números também positivos. “O clube apresentou queda nas dívidas, em todas as linhas, com destaque para as bancárias, que atingiram um nível bastante confortável em relação à geração de caixa”.

A dívida total, que era de R$ 331 milhões em 2016, fechou 2017 em R$ 302 milhões. E, apesar do investimento no futebol, houve controle: “Custos do futebol apresentaram crescimento, mas abaixo do crescimento das receitas recorrentes, o que mostra um sinal claro de controle da gestão”.

A análise do fluxo de caixa também é positiva: “(Está) bastante equilibrado, iniciando com ótima geração de caixa, que foi reduzida pelo consumo de adiantamentos de TV (R$ 32 milhões). Ainda assim o clube investiu e sobrou dinheiro para reduzir dívidas. Resta saber se as receitas com Direitos de TV são recorrentes ou incluem luvas. O fato é que, se há luvas, ao menos o clube as utilizou de forma correta, reduzindo dívidas e não investindo”.

A conclusão é animadora: “O que foi feito em 2016 e 2017 credencia o clube a mudar de patamar se seguir esta estratégia por mais algum tempo”.

O estudo da situação financeira dos clubes nacionais divulgado ano a ano pelos analistas do Itaú BBA abre sua avaliação relativa a 2017 alertando que se repete um ciclo de “mais dinheiro, mais gastos, nenhuma preocupação com o futuro”. O relatório deste ano, divulgado com exclusividade pelo Globoesporte.com, diz que “seguimos esta jornada nos repetindo e andando em círculos”.

De modo geral, a análise chama atenção para o fato de “despesas e custos continuarem crescendo e ocupando o salto de receitas”, ao passo que “investimentos gerais não mudaram muito, nem as dívidas. E lembra: “O Profut começará a vencer, as regras de distribuição de direitos de TV mudarão, e isso vai pressionar o fluxo de caixa dos clubes em 2019”.

  Editorias:




Escreva um comentário

Nenhum comentário

Nenhum comentário ainda...

Seja o primeiro a comentar!.

Publique seu comentário

Your data will be safe! Your e-mail address will not be published. Also other data will not be shared with third person.
All fields are required.