FOTOS: Grupo de hondurenhos que marcha rumo aos EUA chega à fronteira do México

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19 outubro 09:29 2018 Imprimir

Em abrigos e praças da localidade guatemalteca de Tecún Umán, próxima da fronteira com o México, migrantes hondurenhos que saíram em caravana de seu país se reagrupam nesta sexta-feira para retomar a viagem aos Estados Unidos, enquanto a polícia se prepara do lado mexicano. Os hondurenhos chegaram em grupos à cidade de fronteira depois do início da caravana, sábado passado, em San Pedro Sula, região norte de Honduras. As autoridades calculam que o número pode superar 3.000 migrantes.

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A marcha migratória provocou a fúria do presidente americano Donald Trump, que ameaçou os governos da Guatemala, El Salvador e Honduras com a interrupção da ajuda econômica se estes países não impedissem a caravana. Também pediu na quarta-feira ao México que interrompa o avanço do grupo e alertou que, em caso contrário, fecharia com militares a fronteira sul dos Estados Unidos. “Sei que falta muito para percorrer, mas me sinto bem por já estar na fronteira com o México”, disse à AFP uma jovem que se identificou apenas como Wendy, de 25 anos.

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Sobre os pedaços de uma caixa de papelão que virou uma campa improvisada, Wendy, seu marido e a filha de três anos esperam em um abrigo preparado por uma igreja evangélica a poucos metros da ponte internacional que liga a Guatemala ao México. “Eu sei que estou arriscando a vida da minha filha, mas tomei esta decisão porque o que meu marido ganhava não era suficiente para viver”, explica Wendy, que atravessou a Guatemala após longas caminhadas, sob chuva e sol, e com a ajuda de caminhões em alguns trechos. No parque de Tecún, os migrantes formam filas para receber alimentos de moradores que, de forma voluntária, organizaram movimentos de solidariedade com os hondurenhos.

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Do outro lado da fronteira, foram mobilizados centenas de policiais com equipamentos antidistúrbios. O chanceler mexicano, Luis Videgaray, se reuniu com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e disse que recebeu seu apoio para que o Alto Comissariado das Nações para os Refugiados (ACNUR) ajude a processar os pedidos de refúgio dos integrantes da caravana. Com uma taxa de homicídios de 43 a cada 100.000 habitantes, Honduras é considerado um dos países mais violentos do mundo, principalmente pela ação de gangues e do narcotráfico. Neste contexto, muitos emigrantes tentarão pedir refúgio.

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