Léa Campos: Mundo Árabe se Rende

Léa Campos: Mundo Árabe se Rende
11 abril 12:16 2019 Imprimir

Sabemos que os árabes são restritos com as mulheres, existem mais proibições do que aceitação. A mulher árabe é obrigada a viajar nos últimos lugares nos ônibus e se não houver poltronas livres, são obrigadas a dar o lugar para os homens, não têm autorização para dirigir, são proibidas de usar calças compridas, shorts, roupas com decote e devem ter as cabeças sempre cobertas.

Graças a persistência, aos poucos vamos derrubando barreiras e conquistando espaços. A sudanesa Salma al-Majidi, com seus 25 anos acaba de ser reconhecida pela FIFA, como a primeira treinadora de uma equipe masculina. Ela treina o clube Al Ahly Al Gadaref, da região sudanesa, próxima a Cartum, capital do Sudão, onde a chamam de “treinadora irmã”. Ela conta que desde os 16 anos estava apaixonada pelo esporte, e era atenta ao treinador que treinava a equipe da escola de seu irmão, copiava seus gestos, a forma de colocar os cones durante os treinos.

“No final de cada treino falava com ele sobre as técnicas para ensinar meninos”, declarou à agência AFP. Por não haver futebol feminino, Salma sabia que a única forma de praticar seu esporte favorito era treinando uma equipe masculina. O treinador do irmão, ao perceber que ela possuía o dom para o treinamento deu a ela oportunidade de trabalhar com ele. Ela começou treinando equipes Sub-13 e Sub-16, do All Hilil, de Omdurman. “É dificil treinar adolescente, eu tive que ser forte para chegar até eles, no começo alguns não colaboravam comigo”, enfatiza a jovem treinadora.

Ela gostaria de poder treinar um clube fora de seu país. “O futebol é meu primeiro e último amor”, confessa a técnica. Vestida de agasalho e veu preto, ela segue em busca de outras metas, principalmente depois de aparecer na lista das “100 mulheres inspiradoras” realizada pela BBC em 2015. No Sudão, um país governado pela lei islâmica, não há lei que proiba o futebol feminino, mas a sociedade conservadora e o próprio governo inviabiliza a promoção.”Há restrições para o futebol feminino, mas estou determinada a triunfar”, diz Salma. Mounira Ramadan e outra mulher que alcançou reconhecimento apitando jogos masculinos. A mulher não perde a feminilidade por tomar parte de esportes masculinos.

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