Presidente da comissão de arbitragem da FMF considera aceitável demora do VAR

by Redação | 11 de abril de 2019 5:24 PM

Pelo segundo fim de semana seguido, o VAR (assistente de vídeo) teve participação importante em lances capitais nas semifinais do Campeonato Mineiro. E o que chamou a atenção nos jogos, principalmente os que aconteceram no último fim de semana, foi o tempo levado desde a checagem dos lances até a decisão tomada pelo juiz dentro de campo.

Somando os quatro jogos das semifinais (dois entre Cruzeiro e América e dois entre Atlético e Boa Esporte), o tempo total de paralisação foi de 19 minutos (veja o detalhamento abaixo).

O presidente da comissão de arbitragem da Federação Mineira de Futebol (FMF), Giuliano Bozzano, considera normal o tempo desde o momento em que o árbitro é acionado pelo VAR até a tomada de decisão do juiz da partida. E justifica destacando que os árbitros estão tendo o primeiro contato com a tecnologia e demanda tempo até o aperfeiçoamento do uso do recurso.

“O VAR é algo novo no mundo inteiro. Os árbitros estão treinados, e a filosofia é ”mínima interferência e máximo beneficio”. Nós treinamos para que as intervenções sejam as mais rápidas possíveis. Com certeza, não é o tempo ideal, o tempo que se espera, mas está sendo aprimorado.”

– À medida que os árbitros estiverem mais íntimos do equipamento, as decisões serão mais dinâmicas. Relembrando que quando há uma checagem do VAR, não se revisa apenas a último lance, ele checa o início da jogada. Ele tem que voltar ainda mais, além do final, para ver se houve alguma infração na origem. Então, nós estamos tentando diminuir este tempo. Apesar de alguns momentos o tempo ser excessivo, o benefício que o VAR traz é imensurável.

Boa Esporte 0x0 Atlético-MG – ida da semifinal
O primeiro jogo da história do Campeonato Mineiro que teve a utilização do árbitro de vídeo foi o empate sem gols entre Boa Esporte e Atlético-MG, no Estádio Municipal, em Varginha. O primeiro lance em que o VAR interferiu diretamente na partida foi aos 24 minutos. Ricardo Oliveira dominou na área, finalizou e, no rebote, Maicon Bolt empurrou para as redes. No entanto, o gol foi anulado após Rafael Traci receber a orientação da equipe de vídeo. Do momento em que a bola entrou até a anulação do gol, passou um minuto e 42 segundos.

Aos 33 minutos, o VAR foi novamente acionado por um lance de gol do Galo. Desta vez, Bolt cruzou, e Luan mandou para as redes. O auxiliar levantou a bandeira, e o lance foi analisado pelo árbitro de vídeo. Rafael Traci confirmou a decisão de campo, assinalando outro impedimento do ataque alvinegro (assista abaixo). O jogo ficou parado por um minuto e 15 segundos até a anulação. Somando os dois lances, a partida ficou parada por dois minutos e 57 segundos. O árbitro deu três minutos de acréscimo.

A arbitragem de vídeo seguiu trabalhando no segundo tempo. Aos 16 minutos, Rafael Traci foi à tela do monitor do VAR, instalada à beira do gramado, para analisar uma entrada de Zé Welison, do Atlético-MG, em Claudeci, do Boa Esporte. Após assistir ao lance, o juiz decidiu expulsar o atleticano. No total a partida ficou parada por dois minutos e 57 segundos. A análise de Traci no monitor durou um minuto e 42 segundos. Ele acrescentou seis minutos ao tempo regulamentar.

Cruzeiro 3 x 0 América-MG – volta da semifinal
Na primeira semifinal, entre Cruzeiro e América-MG, o árbitro Leandro Pedro Vuaden foi auxiliado pelo VAR no primeiro gol da partida, feito por Felipe Azevedo. Marcelo Toscano cobrou escanteio, Fred desviou e Felipe Azevedo mandou para o fundo do gol, mas com a mão.

Vuaden, então, foi acionado pelo VAR. Do momento do gol de Azevedo, até a decisão de anular o tento, foram cinco minutos de espera. Leandro Pedro Vuaden deu cinco minutos de acréscimo.

Atlético-MG 5×0 Boa Esporte – volta da semifinal
No confronto entre Galo e Boa, o VAR auxiliou o árbitro Anderson Daronco em três oportunidades. A primeira delas, aos 18 minutos do primeiro tempo. Após cobrança de escanteio de Cazares, Luan mandou a bola para o fundo das redes. O atacante comemorou o gol, mas Daronco foi alertado, pelo assistente de vídeo, de uma possível irregularidade no lance. Do momento da comunicação do VAR, até a tomada de decisão por Anderson Daronco, em marcar falta de Igor Rabello, foram exatos quatro minutos e cinco segundos.

O segundo lance surgiu na cobrança de falta, batida por Cazares, aos 24 minutos. O camisa 10 cobrou, Ricardo Oliveira desviou a bola, gerando um novo lance e causando dúvida em relação à condição de Luan. Para validar o gol de Luan, foram exatos quatro minutos.

Com isso, foram nove minutos e cinco segundos gastos em função da análise dos lances polêmicos, mas Anderson Daronco assinalou apenas sete minutos de acréscimo.

No segundo tempo, o gol de Vinicius Góes também foi revisado pelo VAR. O meia, sozinho dentro da área, girou e bateu para o gol. O auxiliar esperou a conclusão da jogada e acusou o impedimento. O lance foi revisado pelo árbitro de vídeo. Um minuto e quarenta e cinco segundos depois, foi validado. Daronco assinalou um minuto de acréscimo.

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