Léa Campos: Somos Destemidas

Léa Campos: Somos Destemidas
18 abril 09:28 2019 Imprimir

Mulher brasileira sempre fazendo escola. Já disse aqui várias vezes, que somente os que lutam e não desistem da meta triunfam na vida. Para ser vencedora temos que lutar sempre, contra tudo e contra todos, só assim conseguiremos nos impor, para frente sempre, desistir nunca.

Claudia Malheiros aos 47 anos e um título de engenheira agrônoma, mostrou mais uma vez que a mulher pode tudo que se propor. Quase que por acaso tornou-se treinadora, era auxiliar do técnico Ulisses Torres e um dia tornou-se técnica interina do Vasco da Gama, AC, devido à uma suspensão do técnico e treinou a equipe no Campeonato Brasileiro Série C. Deu certo e naquele ano se tornaram campeões do estado, isso aconteceu em 1999. Hoje ela continua lutando no futebol acreano, onde o apoio não existe, mas ela segue em busca de melhores dias para o futebol de dito estado.

O Andira deu a ela a chance de ser treinadora em 2000 e garantiu o vice campeonato para o time Morcego em 2007.

De 2010 a 2012 foi coordenadora dos times de base do Rio Branco no Acre.

“As equipes profissionais do Acre são muito desorganizadas e dependem muito do repasse do governo. Falta dinheiro, falta uniforme nos treinos, preparador físico, médico e outras dificuldades. Me desanimei. Precisam aparecer pessoas comprometidas com o projeto de tornar um clube realmente profissional. Não é só dinheiro, é vontade e comprometimento. Se isso um dia acontecer, eu topo voltar a treinar um time “, disse Claudia.

Existe muito preconceito e pressão que vem das arquibancadas, dentro do campo não é bem assim.

“Quando comecei, as críticas eram pesadas, mas depois o pessoal começou a reconhecer meu trabalho. Dentro do campo, por incrível que pareça, sempre fui muito respeitada pelos jogadores, esse respeito me deixou feliz, marca a gente, uma mulher no comando de um time de futebol  não é normal, trabalhei na roça, junto com homens, enfrentá-los dentro do gramado foi fácil” disse ela.

Claudia é casada e mãe de duas filhas, Claudia destaca ainda que a carreira no futebol deixou lembranças positivas, a mais lembrada ocorreu no jogo entre Rio Branco e Andira, no Campeonato Acreano de 2000.

Técnica do Morcego na época, ela se deparou com uma briga entre jogadores.

“Esse jogo foi marcante, de repente os jogadores começaram a brigar no campo. Eu, de forma impensada, entrei no gramado para apartar a briga, achei que ia apanhar, mas me surpreendi, eles me respeitaram e pararam a discussão no instante que cheguei, foi uma forma de deles mostrarem respeito, nunca vou me esquecer isso”.

Para as mulheres que sonham em trabalhar no futebol ou em outras profissões consideradas masculinas, Claudia deixa um recado:

“Quem quiser encarar uma profissão que não é comum para mulheres, tem que ter coragem e persistência,  precisa também ter vontade para seguir em frente, não desistir é fundamental”, finalizou.

LUTAR SEMPRE E NUNCA DESISTIR .

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