Piloto morto em acidente em New York não tinha habilitação para voos em baixa visibilidade

Piloto morto em acidente em New York não tinha habilitação para voos em baixa visibilidade
13 junho 13:29 2019 Imprimir

O piloto do helicóptero que caiu no topo de um prédio em New York não tinha certificação para voar em condições meteorológicas ruins, afirmaram as autoridades em comunicado divulgado na terça-feira (11) para a imprensa local.

Tim McCormack, de 58 anos, pilotava o helicóptero modelo Agusta A109E e estava sozinho no momento do acidente. Chovia muito em Nem York na segunda-feira, e, na hora da batida, a visibilidade estava muito ruim. Algumas nuvens, inclusive, tapavam os topos dos arranha-céus de Manhattan. Em comunicado, a Administração Federal de Aviação afirmou que McCormack não estava habilitado para voar com instrumentos. Ele podia pilotar apenas com uma visibilidade mínima de 4,8 quilômetros – a vista alcançava apenas 2 quilômetros no momento do acidente.

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Nenhum dos ocupantes do prédio se feriu no acidente. O edifício também não sofreu danos estruturais. McCormack, segundo a Associated Press, trabalhou como bombeiro em Clinton Corners, no estado de New York, e tinha experiência com voos de helicópteros. O Corpo de Bombeiros Voluntários local disse que o piloto tinha habilidade e conhecimento técnico excepcionais “de comandar uma ação de emergência”. O helicóptero se acidentou após 11 minutos de voo, em uma área onde os pilotos devem pedir autorização para sobrevoar. Desde que o presidente Trump tomou posse, em 2017, uma norma de segurança estabelece que nenhuma aeronave pode voar abaixo de 914 metros em um raio de 1,6 quilômetros da Trump Tower, edifício das empresas do magnata que fica em New York.

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O investigador Doug Brazy, do NTSB – órgão responsável por investigar acidentes aéreos – afirmou que o piloto não chegou a pedir autorização nem entrou em contato com a torre de controle. Diante disso, os investigadores acreditam que o tempo nublado pode ter confundido o piloto. Afinal, se McCormack fizesse o trajeto planejado até a cidade de Linden, ele não precisaria pedir autorização para sobrevoar Manhattan. O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, afastou a hipótese de terrorismo em coletiva de imprensa horas depois do acidente. As causas exatas da batida ainda estão sob investigação das autoridades.

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