Polícia Civil detalha operação no Cruzeiro e revela apreensão de computadores e celulares

Polícia Civil detalha operação no Cruzeiro e revela apreensão de computadores e celulares
11 julho 17:43 2019 Imprimir

Em nota, corporação informou que cumpriu 16 mandados de busca e apreensão

A Polícia Civil (PC) divulgou nota detalhando a etapa inicial da operação Primeiro Tempo, deflagrada nesta terça-feira e envolvendo dirigentes do Cruzeiro. No comunicado, a corporação informa que foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em instalações da agremiação e nas residências de pessoas ligadas ao clube. A PC esteve nos imóveis do presidente Wagner Pires de Sá, do vice de futebol, Itair Machado, e do diretor-geral, Sérgio Nonato.

Ainda de acordo com o boletim, a operação envolveu aproximadamente 100 policiais civis, entre delegados, investigadores, escrivães e peritos. Além de documentos, foram apreendidos computadores, celulares e outros equipamentos “de interesse para a investigação”. A Polícia Civil afirmou que a operação visa apurar a “prática de crimes, em tese, cometidos por dirigentes do Cruzeiro, havendo notícia da prática de falsificação de documentos, apropriação indébita e outros delitos” (leia nota na íntegra ao fim desta reportagem).

Os escândalos no Cruzeiro vieram à tona após matéria exibida no programa Fantástico, da TV Globo, em 26 de maio. À época, foram divulgadas irregularidades em transações e valores superfaturados pagos a empresas prestadoras de serviço. A PC já havia ouvido 15 pessoas que mantinham alguma relação com o clube, entre elas funcionários, ex-empregados, dirigentes e agentes esportivos.

A denúncia mais grave era sobre um empréstimo de R$ 2 milhõescontraído pelo Cruzeiro com Cristiano Richard dos Santos Machado, sócio de firmas que atuam na locação de veículos e de equipamentos de proteção. A residência do empresário também foi alvo de busca e apreensão da Polícia Civil.

Como forma de quitação do débito com Cristiano Richard, o clube, segundo inquérito da PC, incluiu parte dos direitos de jogadores do profissional, como Raniel (5%), Murilo (7%) – esses dois já foram vendidos pelo clube -, Cacá (20%), David (20%), e de outros que passaram pela base e foram negociados, casos de Gabriel Brazão (20%) e Vitinho (20%). O Cruzeiro ainda inseriu participação em futura venda do promissor Estevão William, de apenas 12 anos, que, pelas leis trabalhistas, só poderá assinar vínculo laboral a partir dos 16.

Outras operações apuradas pela Polícia Civil são os aumentos substanciais nos salários de dirigentes – casos do vice-presidente de futebol Itair Machado e do diretor-geral Sérgio Nonato -, a contratação de conselheiros para prestação de serviços (pessoa física e pessoa jurídica) e o pagamento a torcidas organizadas.

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