Maia diz que governo está mais próximo do Congresso

Maia diz que governo está mais próximo do Congresso
08 agosto 17:09 2019 Imprimir

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o governo está mais próximo do Congresso e que tem sido mais receptivo às demandas dos deputados. A declaração foi dada na madrugada desta 4ª feira (7.ago.2019), logo depois de o plenário da Casa aprovar, em 2º turno, o texto-base da reforma da Previdência, por 370 votos a 124.

“O governo está mais próximo. O ministro Onyx [Casa Civil] está mais próximo, os ministros estão discutindo os temas”, disse. “Essa proximidade, onde a gente consegue dialogar, os deputados conseguem trazer suas demandas, dos seus eleitores e conseguem ouvir respostas por parte do governo, isso ajuda. Acho que o governo já vem cumprindo esse papel há bastante tempo, bem antes do início do 1º turno”, completou.

Maia também comentou a decisão de encerrar a votação antes da votação dos destaques –que devem ser analisados ao longo desta 4ª feira. “Muitos deputados chegaram hoje de madrugada. Também olhei para o plenário e os deputados mais velhos estavam sentindo mais o horário. Então para que a gente não sobrecarregasse o dia de hoje e atrasasse o dia de amanhã, eu preferi deixar os destaques para amanhã, já que a gente já votou a maioria desses destaques no 1º turno”, afirmou.

Em relação ao placar da votação –9 votos a menos a favor da proposta em relação à análise em 1º turno–, o presidente da Câmara afirmou que “estava apostando”em 370 votos e que “1 ou 2 deputados podem ter virado voto”: “É normal que em uma votação dessa você possa ter 1 ou 2 votos de perda ou de ganho. Ganho não dava, porque também 379 já era 1 número bem elevado”.

Sobre a possível liberação de emendas para que deputados votassem a favor do texto, Maia disse acreditar que não “tenha sido fundamental nessa votação”. O presidente da Câmara ainda falou sobre as recentes declarações do presidente Jair Bolsonaro. Questionado sobre se elas tiveram impacto no placar da votação, Maia afirmou que as polêmicas “estão no âmbito da política” e do conflito de Bolsonaro “com os políticos de esquerda do Nordeste”.

“Claro que são frases polêmicas, mas no conflito político para fora, não na relação com o parlamento. Então acho que a nossa responsabilidade e o nosso compromisso com essa votação e a conscientização não apenas dos deputados e deputadas, mas principalmente dos eleitores. Nenhuma votação como essa acontece com 370 votos, a outra com 379, sem uma conscientização dos eleitores, dos brasileiros. Então eu acho que há 1 ambiente na sociedade que cansou das promessas fáceis. ‘Vamos construir 100 hospitais, 200 escolas’. as pessoas viram que as coisas não funcionam com essas promessas fáceis. A sociedade acho que compreendeu que, ou a gente reforma as despesas públicas, ou nós vamos continuar prometendo sem ter condição de atender aos eleitores”, disse.

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