Alívio: Adolescente brasileira que estava em centro de imigrantes ilegais em Chicago é liberada

Alívio: Adolescente brasileira que estava em centro de imigrantes ilegais em Chicago é liberada
31 agosto 13:05 2019 Imprimir

Itamaraty foi contatado, mas não disponibiliza informações sobre o caso. Segundo a família de Natália Koenig, ela foi liberada na manhã de sexta-feira (30). Os pais ainda não sabem, no entanto, quando ela retornará ao Brasil.

A adolescente Natália Koenig Neto, de 17 anos, que estava retida havia duas semanas em um centro de imigrantes ilegais em Chicago, Illinois, nos Estados Unidos, foi liberada nesta sexta-feira (30), conforme sua família. O tio da menina, Luis Felipe Neto, a buscou no abrigo durante a manhã. “Conversamos com a Natália, ela está muito bem. E está muito feliz”, conta a mãe da adolescente, Simone Koenig. O G1 questionou o Itamaraty sobre o caso, mas o órgão afirmou que não passa informações a respeito. “O Ministério das Relações Exteriores acompanha o caso e presta assistência consular cabível. Em atendimento ao direito à privacidade dos envolvidos, bem como à Lei de Acesso à Informação e ao decreto 7.724, o Itamaraty não pode fornecer informações adicionais sobre o assunto”, relata a nota.

Adolescente retomou o contato com a família após ficar cerca de três semanas retida em centro de imigrantes ilegais  — Foto: Arquivo Pessoal

A mãe disse que a filha irá para a casa do tio, que fica em Houston, no estado do Texas. “Ela vai ter a deportação voluntária. Não sabemos o tempo que vai levar esse processo”, conta a mãe. Simone contou que falou rapidamente com a filha. “Tem outras adolescentes [no abrigo]. Mas não me disse o número. Falou que tinha uma rotina diária, mas não entrou em detalhes”, comenta. A deportação voluntária ocorre quando o Itamaraty faz um acordo com o governo do país onde o imigrante está retido. A pessoa assume as despesas da viagem e é liberada a voltar a seu país de origem, como explica o professor de Direito Internacional Fabrício Pontim.

Relembre o caso

Segundo o pai de Natália, Marcelo Neto, a adolescente estava desde fevereiro no Texas na casa do irmão dele. No dia 15 de agosto, ela e os tios passaram o dia no México. Na volta para casa, a menina foi retida na fronteira com os Estados Unidos. “Nunca mais dormimos na nossa vida. Aquela noite fiquei com o telefone grudado na orelha e os dois olhos olhando para o teto”, conta o pai sobre o dia que a filha foi retida. “Eu nem sabia que eles iam para o México. Naquele dia a gente não conversou. Só foi aquela surpresa quando tocou o WhatsApp: ‘Emergência’. Pensei: ‘Que negócio louco isso aqui’. Estava meu irmão, minha filha e a minha cunhada lá, numa situação quase se despedindo. Eu vi a minha filha chorando”, acrescenta.

Resultado de imagem para Natália Koenig Neto

Ao G1, Marcelo ainda disse que a filha passava férias desde o dia 23 de fevereiro e que, quando deu entrada no país americano, recebeu visto de permanência de turista com validade de seis meses. A família, que acompanhou tudo no Brasil através de uma chamada de vídeo pelo celular, afirmou que não recebeu nenhum documento do governo americano que explique a retenção. “Não tinha nenhum documento, nenhuma razão nem nada. Ela não podia chegar perto do aparelho [celular]. Meu irmão não podia mais chegar perto dela. Levaram ela para uma sala, colocaram ela para preencher alguns formulários, sem acompanhamento de um adulto, sem nada. O adulto que tinha ali era o agente. Isso foi tudo contado pelo meu irmão. Não tem nada oficial do governo norte-americano”.





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