EXTRA: Polícia Federal prende 10 em ação contra esquema de migração ilegal para os EUA com crianças

EXTRA: Polícia Federal prende 10 em ação contra esquema de migração ilegal para os EUA com crianças
05 setembro 14:38 2019 Imprimir

A Polícia Federal prendeu em flagrante, na madrugada desta quinta-feira (5), no Aeroporto Internacional de Brasília, 10 suspeitos de tentar usar crianças para migrar ilegalmente para os Estados Unidos pela fronteira com o México.

Segundo a corporação, os presos estavam acompanhados por oito crianças, que seriam utilizadas no esquema de imigração ilegal. Nenhuma delas tinha autorização de ingresso nos EUA. Algumas das crianças tinham passaportes falsificados, como forma de se passarem por filhos dos presos. A PF informou que essa prática é conhecida como “cai-cai”.

Como funciona o esquema

  1. Um adulto ou um casal interessado em migrar ilegalmente para os Estados Unidos paga a uma família para se passar por pais de uma criança;
  2. O passaporte da criança “alugada” é adulterado, com a inclusão do nome dos pais falsos;
  3. O adulto ou o casal atravessa a fronteira do México para os EUA. Ao chegar em solo norte-americano, se entrega às autoridades migratórias na companhia da criança;
  4. Isso impede a deportação imediata do adulto, pois a criança não pode permanecer sozinha nos EUA durante os trâmites de repatriação para o Brasil.

Passaportes apreendidos durante operação da PF no Aeroporto de Brasília — Foto: Polícia Federal/Divulgação

Durante as investigações da PF, a mãe de uma das crianças usadas no esquema morou mais de um mês com um casal preso ao tentar ir para os Estados Unidos. A medida era fazer com que a criança se acostumasse com a companhia desses adultos, que pagavam para se passar por seus pais. Os presos são investigados pelos crimes de promoção da migração ilegal de menor de idade e de falsificação de documentos, entre outros. O nome deles não foi divulgado. O G1 questionou a PF se as crianças que estavam com os adultos já foram liberadas para voltar para casa e aguarda resposta. A reportagem também perguntou se os pais delas vão responder por algum crime.





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