Comediante dos EUA compara Bolsonaro ao Coringa e o acusa de destruição da Amazônia

Comediante dos EUA compara Bolsonaro ao Coringa e o acusa de destruição da Amazônia
06 setembro 12:02 2019 Imprimir

“Concorrer à Presidência prometendo destruir a Floresta Amazônica não parece algo da vida real. Soa como algo que o Coringa diria”, comentou Trevor Noah, do programa The Daily Show.

O comediante Trevor Noah, protagonista do The Daily Show, abordou as queimadas na Amazônia em seu último programa, na quinta-feira (5). Nele, o apresentador compara Jair Bolsonaro (PSL) ao personagem Coringa, do Batman, e acusou o presidente a não fazer nada com relação à crise no bioma Amazônia.

“Isso é insano. Concorrer à Presidência prometendo destruir a Floresta Amazônica não parece algo da vida real. Soa como algo que o Coringa diria. E mesmo que ele assumisse o cargo, ele falaria algo como: ‘Ei, quer queimar a Amazônia? Como assim, isso foi algo que eu disse? Era uma piada. Eu sou o Coringa. Mas não é engraçado quando a gente precisa explicar a piada’”, comparou. “Mas sim. O presidente brasileiro está mais interessado no potencial comercial da floresta do que em proteger a vida. Isso pode explicar porque ele está tão resistente em aceitar ajuda do resto do mundo. Não é porque você quer explorar a Amazônia que significa que todo mundo quer”, prosseguiu Noah. Confira a cena:

O apresentador citou também as tensões de Bolsonaro com o presidente francês Emmanuel Macron. “É uma das coisas mais mesquinhas que já vi. Macron disse que o mundo precisa salvar a Amazônia, e em resposta Bolsonaro foi falar de Notre-Dame e da esposa dele. Isso deixará a próxima reunião da ONU muito estranha. Eles terão de colocar Israel e Palestina entre o Brasil e a França para acalmar a tensão”, brincou. A assembleia-geral da ONU está marcada para o dia 24 de setembro, em Nova Iorque, e o secretário-geral, Antonio Guterres, já afirmou na semana passada que a Amazônia deverá ser um dos temas abordados. O procedimento cirúrgico pelo qual Bolsonaro passará no próximo domingo (8), no entanto, pode ser usado pela equipe do presidente para evitar que ele se exponha no encontro. A cirurgia, que será realizada no dia 8, exige uma recuperação de dez dias, que pode ser expandida para proteger o ex-capitão.





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