Léa Campos: Mudanças no Mapa Brasileiro

Léa Campos: Mudanças no Mapa Brasileiro
07 novembro 11:50 2019 Imprimir

Em Minas perderemos 231 cidades, hoje temos 853 de acordo com o IBGE. Temos um estado grande. Minas Gerais é um estado rico em todos os minérios, não é à toa que se chama MInas Gerais. Bolsonaro, propõe que cidades com menos de 5 mil habitantes e arrecadação inferior a 10% da receita total sejam fundidas aos municípios vizinho, com esta medida Minas pode perder até 231 dos 853 que possui hoje.

Se o objetivo é diminuir gastos e melhorar a vida dos habitantes que passarão a ser bairros de outros municípios, apoiamos, mas se for apenas mais uma picuinha contra os mineiros para diminuir o número de cidades que compõem o estado, nos veremos nas próximas eleições. Algumas cidades, como Serra da Saudade, por exemplo, com apenas 781 habitantes sendo a menor população de uma cidade mineira, a “princesinha” do Oeste de Minas, será acoplada a outra cidade, mesmo sendo reconhecida nacionalmente por suas belezas naturais e suas montanhas que impressionam à todos que chegam à cidade.

Cedro do Abaeté, apesar de seus 1.213 habitantes terá o mesmo fim, certamente fará parte de Abaeté, os moradores do Cedro terão que ir a Abaeté para qualquer trâmite oficial, desde a certidão de nascimento até a certidão de óbito, já que como bairro no qual que será transformada, os órgãos oficiais serão fechados. Os que têm posses não serão muito afetados, mas e os que não têm a mesma sorte e não têm como pagar nem mesmo uma passagem de ônibus, como ficarão? Serão 231 cidades que deixarão de existir fisicamente como cidades e serão acopladas por cidades vizinhas e maiores. Minha opinião é que essa é mais uma manobra política do atual governo (federal), a intenção não é favorecer a população e sim diminuir o envio de dinheiro para os Estados.

Não acredito que o dinheiro economizado ao diminuir o número de cidades, todas com prefeituras e estrutura governamental próprias, será enviado às cidades que receberem as que sairão do mapa. Tanta coisa importante e pendente para melhorar o país e a vida do brasileiro, e o governo preocupado com coisas de somenos importância. Criaram outros estados, dividiram outros e quem saiu beneficiado? O povo continua igual sofrendo as mesmas amarguras impostas pelo governo. Tocantins não alterou em nada a vida dos que antes eram goianos, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, repete o mesmo de Tocantins, apenas criaram mais governos e mais “mamadores” nada mais. Os políticos sempre são beneficiados em detrimento do povo, que quanto mais pobre melhor.
Somos e seremos massa de manobra, não adianta mudar as moscas se a merda continua sendo a mesma.

Minas Gerais não se pronunciou sobre essa decisão governamental, e nem vai se pronunciar, pois o governador mineiro é um inepto. São 231 cidades que serão “assassinadas”, evidentemente que a arrecadação irá diminuir, e o governo mineiro fica caladinho. Essa PEC (Proposta de Emenda Constitucional) faz parte da proposta do Pacto Federativo que foi enviado ao Senado pelo governo Federal. Segundo Walderly Rodrigues, secretário especial da Fazenda, se aprovada, a PEC, dita medida entraria em vigor a partir de 2025, que precisará de uma lei complementar para saber qual cidade vizinha receberá a prefeitura deficitária. Ao longo do país serão 1254 cidades. Durante a reunião que foi realizada no gabinete da presidência do Senado, o presidente do Brasil, disse que após a reforma, os recursos “deverão” chegar onde o povo está, para políticas públicas em saúde, educação, saneamento e segurança. POR SER DEVOTA DE SÃO BENEDITO, SÓ VENDO ACREDITO.

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