Patamar superior: Jesus elogia vitória e se prepara para a “final mais importante da carreira”

Patamar superior: Jesus elogia vitória e se prepara para a “final mais importante da carreira”
19 dezembro 19:15 2019 Imprimir

Técnico português diz que a final do Mundial de Clubes é a cereja do bolo de uma ótima temporada. Em entrevista coletiva, ele analisa desempenho rubro-negro contra o Al Hilal

Apesar do susto no primeiro tempo, o Flamengo jogou “à Flamengo” na segunda etapa e venceu o Al Hilal por 3 a 1, de virada, nesta terça-feira, no Catar. O resultado classifica a equipe rubro-negra para a final do Mundial de Clubes, no próximo sábado, contra quem vencer o confronto Liverpool x Monterrey. O técnico Jorge Jesus, de 65 anos, afirmou que será o jogo mais importante de sua carreira. Os gols do Fla contra os sauditas foram marcados por Arrascaeta, Bruno Henrique e Al-Bulayhi (contra).

– Já estamos em um patamar superior, como o Bruno Henrique diz. Claro que é o jogo mais importante da minha carreira, assim como do outro treinador que for a final. É a cereja em cima do bolo na temporada que o Flamengo fez. É a final mais importante da minha carreira – afirmou o português.

Em sua análise sobre a partida, Jesus disse que, embora o Flamengo não tenha feito um bom primeiro tempo, ele acreditava que seu time iria saber aproveitar uma queda de rendimento do rival.

– Somos uma equipe não somente com o mental forte, mas fisicamente forte. Taticamente não nos obrigamos a desgastar e obrigamos o outro a correr atrás da bola. E eu conheço essa equipe (Al Hilal), vai desconcentrar, vai ter problemas na segunda parte – disse.

A final do Mundial será no próximo sábado, às 14h30 (de Brasília). O adversário sai do duelo entre Liverpool e Monterrey, que se enfrentam nesta quarta-feira, às 14h30. O SporTV e o GloboEsporte.com transmitem ao vivo.

Confira outros trechos da entrevista de Jorge Jesus:

Análise da partida

– O Al Hilal foi muito melhor nos primeiros 30 minutos. Depois, conseguimos subir o nível de três jogadores na qualidade individual. E o jogo foi transformado com uma superioridade muito maior do Flamengo na segunda parte.

Adversário da final

– Não vou escolher adversário. Quando você chega a Copa do Mundo, todas as equipes são fortes. Portanto, vamos nos preparar para o que acontecer. Nunca debruçamos análise tática sobre o Liverpool, porque tínhamos o Al Hilal. Assim faremos. Claro que o Liverpool é favorito, sem dúvida nenhuma, mas vamos com respeito. Quando chegamos já pensávamos em ser campeões do mundo, agora mais ainda.

Importância de Diego

– Diego tem sido um jogador fundamental para a equipe. Ele tem criado condição física, técnica e tática. Hoje, diferentemente de Lima, era preciso um jogador como ele. O Gerson não estava fazendo o que normalmente faz. Sabia que o Al Hilal teria quebras táticas e físicas.

– Não precisava de um jogador que defendesse muito, precisava de um jogador que tivesse bola. O Diego chega mais. O primeiro gol saiu em uma jogada fantástica. Depois, com a expulsão do André Carillo, as coisas ficaram mais fáceis.
Poder de reação

– Quando você tem uma equipe que passa por duas situações em que precisa mudar o resultado e acredita até o fim, é importante. O Al Hilal esperou pelos momentos. O Flamengo é uma equipe que vai ter que mandar o jogo na maior parte.

Ataque poderoso

– São jogadores que se completam muito. Quando você vê um jogo do Flamengo, sabe quem a qualquer momento vai fazer gol. Se é a melhor equipe ofensivamente que treinei? Não sei. É uma das melhores. Já tive grandes jogadores individualmente no meu primeiro ano de Benfica.

– A diferença que eu acho é a forma como os jogadores aceitaram as minhas ideias, aí é o grupo mais forte que treinei, não tenho dúvida nenhuma.

Estratégia de jogo utilizada

– O Flamengo não tem um sistema de jogo fixo. Tem uma ideia ofensiva que todos os jogadores sabem o posicionamento, só que temos a dinâmica dos quatro jogadores da frente. Não podemos fechar essa dinâmica, temos que criar fatos e formas de entrar e depois modificar.

– Nosso lado esquerdo passou a ser vulnerável quando o Hilal criou superioridade numérica e criou espaços. Tivemos que alterar posicionamento para que a equipe fosse mais equilibrada. Quem não é equilibrado defensivamente, não sabe atacar.

Segundo tempo com mais vibração

– É sempre o jogador que alimenta uma equipe, mas o treinador é peça fundamental para chegarmos a situação de finalização para fazer gol. Nos primeiros 30 minutos, o Flamengo não criou. Mérito do adversário. É isso que quero que entendam: o Flamengo não joga sozinho.

– Saber aproveitar as situações e quebra dos adversários é fundamental. É preciso perceber o que está acontecendo para passar a mensagem do que você acha que é melhor. Na segunda parte, a equipe foi muito mais solta e dinâmica. Tem treinadores que ficam sentados e não sentem o jogo, não mexem. A equipe foi brilhante no segundo tempo.

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