Itamaraty apoia EUA e se diz “pronto” para atuar contra “escalada de conflitos”

Itamaraty apoia EUA e se diz “pronto” para atuar contra “escalada de conflitos”
04 janeiro 13:57 2020 Imprimir

a noite de sexta (3), o Ministério das Relações Exteriores do Brasil decidiu emitir uma nota a respeito do ataque dos Estados Unidos ao Irã, que resultou no assassinato do general Quassem Soleimani. O Itamaraty declarou ao mundo que apoia a ação e que o Brasil está “pronto” para ajudar a evitar uma “escalada de conflitos” entre os países.

“O Governo brasileiro manifesta seu apoio à luta contra o flagelo do terrorismo e reitera que essa luta requer a cooperação de toda a comunidade internacional sem que se busque qualquer justificativa ou relativização para o terrorismo”, diz a nota. “O Brasil está igualmente pronto a participar de esforços internacionais que contribuam para evitar uma escalada de conflitos neste momento.” O Itamaraty ainda informou que “acompanha com atenção os desdobramentos da ação no Iraque, inclusive seu impacto sobre os preços do petróleo.”

Sem citar o assassinato do general, o órgão do governo Bolsonaro repreendeu apenas os “ataques à Embaixada dos EUA em Bagdá, ocorridos nos últimos dias”, apelando pela “integridade dos agentes diplomáticos norte-americanos reconhecidos pelo governo do Iraque presentes naquele país”. Leia, abaixo, a nota completa:

Acontecimentos no Iraque e luta contra o terrorismo

Ao tomar conhecimento das ações conduzidas pelos EUA nos últimos dias no Iraque, o Governo brasileiro manifesta seu apoio à luta contra o flagelo do terrorismo e reitera que essa luta requer a cooperação de toda a comunidade internacional sem que se busque qualquer justificativa ou relativização para o terrorismo.

O Brasil está igualmente pronto a participar de esforços internacionais que contribuam para evitar uma escalada de conflitos neste momento.

O terrorismo não pode ser considerado um problema restrito ao Oriente Médio e aos países desenvolvidos, e o Brasil não pode permanecer indiferente a essa ameaça, que afeta inclusive a América do Sul.

Diante dessa realidade, em 2019 o Brasil passou a participar em capacidade plena, e não mais apenas como observador, da Conferência Ministerial Hemisférica de Luta contra o Terrorismo, que terá nova sessão em 20 de janeiro em Bogotá.

O Brasil acompanha com atenção os desdobramentos da ação no Iraque, inclusive seu impacto sobre os preços do petróleo, e apela uma vez mais para a unidade de todas as nações contra o terrorismo em todas as suas formas.

O Brasil condena igualmente os ataques à Embaixada dos EUA em Bagdá, ocorridos nos últimos dias, e apela ao respeito da Convenção de Viena e à integridade dos agentes diplomáticos norte-americanos reconhecidos pelo governo do Iraque presentes naquele país.





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