Brasileira está sendo julgada na Flórida por abandono de bebê em caixote de lixo

Brasileira está sendo julgada na Flórida por abandono de bebê em caixote de lixo
16 janeiro 20:30 2020 Imprimir

Uma mulher brasileira que permanece ilegal no estado da Flórida enfrenta a justiça por ter abandonado a filha recém-nascida num caixote de lixo, na cidade de Palm Beach, em maio, tendo confessado o crime aos detetives.

Resultado de imagem para Rafaelle Sousa floridaRafaelle Sousa, de 35 anos, foi detida em 9 de maio e está em prisão preventiva, depois de ter sido confrontada pela polícia e ter confessado aos detetives do condado de Palm Beach que colocou a bebê num caixote de lixo, alegadamente sem saber do direito de permanecer em silêncio. Os advogados da brasileira contestaram em tribunal com uma moção, na segunda-feira, que a confissão devia ser descartada, porque a mulher não foi informada do direito de permanecer em silêncio, e de que as suas afirmações podiam ser usadas contra ela pela justiça, conhecido como os direitos de Miranda.

O juiz ainda não proferiu uma decisão sobre a moção para remover a confissão da suspeita e a próxima audiência ficou marcada para 3 de fevereiro. A bebê foi encontrada por duas pessoas que ouviram o choro da criança, que ficou sob custódia do Departamento das Crianças e Famílias do estado da Flórida. O crime ocorreu em Boca Raton, uma cidade da Flórida e deu lugar a acusações em tribunal de tentativa de homicídio e maus tratos à filha. Segundo relatos de órgãos de comunicação social do estado, a brasileira tem dificuldades com a língua inglesa e, em maio, foi interpelada por vários detetives e falou em português com um detetive, que não a teria informado do direito de permanecer em silêncio.

Atualmente, nas sessões de tribunal, a mulher é acompanhada por um intérprete português. Segundo a autoridade da Imigração e Alfândega, citada pela Associated Press, a mulher permanece ilegal no país e já tem um mandado de detenção para ficar em custódia da ICE e ser expulsa depois de terminado o caso em tribunal. Segundo as declarações aos detetives em maio, Rafaelle Sousa deu à luz em casa, mas não ouviu a bebê chorar e após três horas, achando que a recém-nascida estava morta, enrolou-a em sacos de plástico e colocou-a num caixote de lixo. A mulher teria tentado chegar de novo à bebê para confirmar que estava morta, mas não se aproximou porque havia pessoas ao lado do caixote.

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Os procuradores admitiram que a declaração de Miranda não foi lida na sua totalidade à suspeita, porque no momento da confissão, ela ainda não estava em custódia. Na audiência de segunda-feira, outra detetive disse que foi Rafaelle Sousa que tentou falar com os polícias que tinham aparecido no local. A acusada disse que não sabia que ainda estava em liberdade quando falava com o detetive em português. Os advogados de defesa sustentam que a brasileira proferiu as declarações porque os detetives estavam armados, tinham algemas e a tinham interceptado à porta de casa. O companheiro de Rafaelle Sousa e pai da criança terá direito de ficar com a filha e disse aos jornalistas que não sabia que a mulher estava grávida, mas que os testes de DNA provaram a paternidade.

 





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