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Ainda minoria, mulheres ganham espaço e poder no Senado dos EUA

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Uma hora antes de seus colegas se reunirem para a primeira votação do Congresso após a eleição em 2010 , a senadora Kelly Ayotte entrou no salão do Senado para saborear a grandeza de sua casa legislativa. À medida que Ayotte, uma republicana de Nova Hampshire, sentou-se na mesa de madeira, onde gerações de parlamentares de seu Estado haviam votado, um porteiro caminhou em sua direção para lhe dizer algo. Severamente, ele disse a ela: “as mesas são apenas para os senadores”. A entrada de Kelly naquele dia de janeiro de 2011 para exercer um dos cargos menos comuns para mulheres na política do país tinha começado.

mulheres no senado

Noventa anos depois que Rebecca Felton, da Geórgia, tornou-se a primeira mulher no Senado dos Estados Unidos – permanecendo no cargo por apenas 24 horas – as mulheres continuam sendo uma anomalia na Câmara superior. Mas com 20 senadoras exercendo atualmente o cargo (o maior índice de todos os tempos), as mulheres se transformaram em uma nova e importante força em comitês e legislações.

Um recorde de nove mulheres agora participam de comitês, incluindo alguns dos mais poderosos do país. Pela primeira vez há uma mulher – a senadora Barbara Mikulski, democrata de Maryland – encarregada pelo setor de Dotações do Senado, que gasta bilhões de dólares anualmente com todo o governo e tem sido particularmente dominado por homens. A senadora Patty Murray, democrata de Washington, é a primeira mulher presidente da Comissão de Orçamento e é responsável pela formação da estratégia democrata na batalha fiscal que vem dominando o Capitólio.

Um dos maiores projetos de lei a serem aprovados pelo Senado no ano passado foi a da legislação agrícola liderada pela senadora Debbie Stabenow, democrata de Michigan, que preside o Comitê de Agricultura. A senadora Barbara Boxer, democrata da Califórnia, que é presidente da Comissão de Meio Ambiente e Obras Públicas, conduziu o projeto de lei das rodovias.

Embora a divisão partidária seja a característica central do Congresso atualmente, as mulheres começaram a mudar esse impasse através da formação de coligações que têm surprendido líderes de ambos partidos. A senadora Kirsten Gillibrand, democrata de Nova York, e a senadora Susan Collins, republicana do Maine, abriram os caminhos para a revogação da lei Don’t Ask, Don’t Tell (“Não Pergunte, Não Conte”, em tradução literal) no Senado em 2010, permitindo que os homens e mulheres homossexuais pudessem servir abertamente nas Forças Armadas.

Em questões práticas, as posições que as mulheres ocupam hoje melhoraram as instalações físicas disponíveis para elas. Há, no momento, apenas dois banheiros femininos perto do plenário do Senado, o que muitas vezes significa longas filas. Mas as senadoras têm aprendido a usar a situação a seu favor.

A estrada frágil da irmandade feminina no Senado, no entanto, tem sido pavimentada lentamente. Das 44 mulheres que foram senadoras nos Estados Unidos, muitas começaram com mandatos curtos, como, por exemplo, para concluir o mandato de um marido morto.

Após a breve permanencia de Rebecca Felton no Senado em 1922, Hattie Caraway, democrata de Arkansas, tornou-se a primeira mulher a cumprir um mandato completo. Nomeada para o Senado em 1931, após a morte súbita de seu marido, Caraway chocou o Estado e o partido, ao concorrer na eleição geral no ano seguinte.


Mundo do Cinema, by Jr. Schutt Costa . 02/05/2013

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