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Primeira fase da reforma da imigração é aprovada no Senado e deixa de fora os homossexuais

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Por Lala Rodrigues

A reforma da imigração que promete legalizar 11 milhões de imigrantes nos EUA teve a primeira fase aprovada no Senado com amplo consenso bipartidário na última terça-feira,(21).

imigrante protesto

Depois de quase duas semanas de debate o projeto de reforma de imigração foi aprovada com 13 votos a favor e 5 contra o que “é um desafio consertar nosso quebrado sistema de imigração”, resumiu o presidente Barack Obama, em um comunicado divulgado pela Casa Branca.

O projeto elaborado pelo chamado “Grupo dos Oito”, formado por senadores republicanos e democratas, será agora debatido pelo plenário do Senado, que está previsto para começar em junho. Obama parabenizou o Comitê Judiciário do Senado e elogiou a “liderança” de seu presidente, o democrata Patrick Leahy.

A votação na terça-feira só foi possível, em parte, precisamente porque Leahy rejeitou, no último momento, diante da oposição dos republicanos, uma emenda que permite que os cidadãos norte-americanos concedam a residência aos seus parceiros homossexuais.
Os grupos de direitos dos homossexuais estão pressionando o presidente do Comitê, o democrata Patrick Leahy, para oferecer uma emenda que permita isso, mas os autores republicanos da lei de imigração insistem que vão boicotar o plano se incluir esta medida.
O senador republicano Lindsey Graham introduziu uma alteração para retirar da reforma o estatuto de concessão de asilo ou refugiado político, dizendo que a alteração é necessária em vista das bombas na Maratona de Boston. Os irmãos que supostamente plantaram as bombas vieram para os Estados Unidos quando crianças, quando sua família recebeu asilo.

Enquanto isso, os senadores Charles Schumer, democrata de Nova York, e Orrin Hatch, R-Utah, chegaram a um acordo que altera o programa de vistos “H-1B” para estrangeiros altamente qualificados no setor de tecnologia.

O acordo entre Schumer e o outro senador fala sobre facilitar o recrutamento de estrangeiros altamente qualificados no setor de tecnologia, aumentando para 180.000 o número de vistos “H-1B” e inclui proteções trabalhistas para os trabalhadores americanos.

Desde o início da discussão o comitê manteve praticamente intactos os principais elementos do plano de reforma, que prevê gastar 3.000 milhões para segurança na fronteira e penaliza as empresas que contratam pessoas “sem papéis”.

Na segunda-feira foi aprovada uma emenda que exige que todos os estrangeiros que sairem dos EUA deverão ter suas impressões digitais registradas nos 30 aeroportos mais movimentados do país.

Também foi aprovado que é crime o uso de documentos falsos e todos os empregadores deverão usar o “E-Verify”, que permite a verificação do status de imigração de novos funcionários.

A Câmara dos Deputados, que tem o seu próprio “Grupo dos Oito”, anunciou na semana passada um acordo provisório sobre a reforma e pretende apresentá-lo oficialmente na primeira semana de junho.

Embora os detalhes não tenham sido divulgados, fontes próximas aos negociadores sugerem que esta versão será mais rigorosa do que a do Senado.


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Social Press . 30/05/2013

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