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Estressado, prefeito do Rio tem ataques de fúria

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prefeito rio eduardo paes

Em um de seus picos de raiva, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, jogou um grampeador em um dos seus assessores. Em outro foi um cinzeiro. Ele repreendeu uma vereadora dentro do seu gabinete chamando-a de vagabunda. Durante um jantar em um dos mais movimentados restaurantes japoneses do Rio foi provocado por um cidadão, um vocalista de uma banda de rock e lhe deu um soco na cara.

Enquanto Paes, 44 anos, pede desculpas aos alvos de sua ira após cada episódio, sempre diz que está sob forte estresse. Normalmente chegando às 15 horas diárias de trabalho, no qual derruba e reconstrói pedaços da cidade na mais abrangente e radical reforma que o Rio vê em décadas, descobre sempre que qualquer consenso sobre seus planos é ilusório.

Em vez de um contentamento geral, o Brasil está sendo confrontado com constrangedores atrasos nas obras de estádios, aeroportos e de engenharia de trânsito, correndo o risco de que as coisas não fiquem prontas até o início da Copa do Mundo, em junho. Os protestos questionam que fundos públicos sejam esbanjados nos eventos esportivos enquanto colégios e hospitais permanecem sem verba. Os despejos de moradores de favelas provocam cada vez mais ressentimento contra os projetos de desenvolvimento.

Enquanto isso, o explosivo Eduardo Paes, cujo capital político vinha aumentando antes dos protestos de rua, encontra-se no centro de disputas cada vez mais ferozes sobre que tipo de cidade o Rio está se tornando.

Xingando os manifestantes mascarados chamados black blocs, nome atribuído a eles por suas roupas escuras e seus lenços que escondem o rosto, os chamou de idiotas. Ele defendeu empreendimentos caros como o Museu do Amanhã, que custou US$ 100 milhões (R$ 240 milhões), um ambicioso projeto do arquiteto espanhol Santiago Calatrava, dizendo: “precisamos de ícones”. E insistiu em colocar a sua agressiva reformulação do Rio em contexto.

“Eu não quero comparar a nossa cidade com Zurique, graças a Deus não somos chatos como eles”, declarou Paes em um café da manhã servido por funcionários uniformizados na imponente prefeitura do Rio, um edifício chamado popularmente de “Piranhão”, já que foi erguido em uma área onde antes funcionava uma zona de prostituição nos anos 1970 e 1980.


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