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Léa Campos: Fácil Assistir, Difícil Entender

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arbitro Jailson Macedo de Freitas lea campos

Diz o dito popular que futebol é uma caixinha de surpresas, mas não é somente referente aos resultados, existem outros itens guardados na caixinha. O jogo Palmeira x Chapecoense, no último domingo gerou uma enorme confusão, causada pelo árbitro Jailson Macedo de Freitas no primeiro tempo.

Aos 15 minutos o juiz expulsou Egídio (Palmeiras) por falta em Wiliam Barbio. Após reclamação dos jogadores palmeirenses, o árbitro foi chamado pelo auxiliar, dizendo que a decisão dele foi injusta (?), alegando que o  jogador tocou apenas na bola e não no adversário. O árbitro voltou atrás e  o lateral, que já estava no vestiário, foi chamado de volta à partida.

A tomada de posição demorou um pouco, o que gerou dúvida sobre a ajuda de meios externos para a reconsideração da arbitragem.
Segundo o delegado da partida não houve interferência na decisão do árbitro, o problema foi causado por uma falha no rádio que eles usam, informou o presidente da Associação Nacional de Árbitros de Futebol, (ANAF), Marco Antônio Martins.
“Aconteceu uma falha de comunicação, mas o que devemos ressaltar é que eles acertaram”,  disse o delegado da partida e presidente da ANAF.
Quero deixar minha opinião sobre esses modernismo no futebol: em minha época não havia rádio para o árbitro e seus auxiliares e nunca houve uma decisão como esta que em meu ponto de vista está errada.
O delegado da partida ficou revoltado com os comentários feitos sobre a reconsideração da expulsão, que fez inúmeras críticas à polêmica feita em torno do assunto.
” Deveríamos estar aqui falando sobre o belo jogo que tivemos hoje, dos seis gols feitos, mas vocês jornalistas, preferem dar mais importância para esse caso. O futebol brasileiro está muito chato, parece que o mal do nosso futebol é a arbitragem e não é”, finalizou Marco Antônio.
O que levanta mais dúvidas sobre dita arbitragem, é que a súmula, no espaço onde os árbitros costumam colocar observações sobre o jogo, o lance não foi citado.
Aí configura o chamado erro de direito, ou seja, quando o árbitro demonstra desconhecimento das regras do futebol. Neste caso específico, ele errou ao não mencionar o ocorrido na súmula.
A lei é clara, temos que escrever  com detalhes tudo o que ocorre numa partida de futebol, para isso existe a súmula, não é apenas para constar os nomes dos jogadores.
“O árbitro poderá modificar sua decisão., se perceber que a mesma é incorreta, ou se julgar necessário conforme uma indicação do auxiliar, se a partida não foi reiniciada”. É o que determina a regra 5, que se refere ao árbitro.
Não soubemos deste detalhe, pois a súmula, no meu modo de ver está incompleta, a única coisa certa é que o jogador já estava no vestiário quando foi chamado para reintegrar-se ao jogo.
Menos mal porque a Chapecoense venceu por 5×1, caso contrário estaria recorrendo aos tribunais para anular o jogo.
Ainda em acordo com o erro de direito, (desconhecimento das regras), o jogo poderá ser anulado, caso fiquem comprovadas outras irregularidades, tais como: jogador tocar duas vezes na bola numa cobrança de falta, (qualquer falta), na cobrança de pênalti, depois da bola tocar na trave o mesmo jogador marcar o gol, o mesmo deve ser anulado.
Recentemente ocorreu um erro num jogo do Red Bull, quanto o jogador ao cobrar um escanteio, não passou a bola para ninguém e marcou o gol porque a defesa esperava a marcação da falta, o que não ocorreu. Este jogo poderia ter sido anulado.
Erro de Fato não proporciona a anulação do jogo.
Este erro ocorre quando o árbitro tem uma “falsa” observação visual, levando a crer numa realidade que não é verdadeira.
Neste jogo o árbitro conseguiu infringir os dois erros: erro de direito por não detalhar na súmula o ocorrido e erro de fato por ter visto uma falta de um jogador sobre outro, quando o suposto faltoso, atingiu apenas a bola.
Para exemplificar o erro de fato temos o gol  de Maradona contra a Inglaterra no México em 86, o árbitro não percebeu que o gol foi com a mão.
É difícil entender estes dois erros do árbitro e mais difícil ainda é
cometê-los no mesmo jogo e colocar em prática este entendimento é mais difícil ainda.

Informar é um privilégio, informar corretamente uma obrigação.
Léa Campos


Social Press . 08/10/2015

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