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Léa Campos: Mais Uma Que Se Vai

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Infelizmente nosso futebol feminino continua sem apoio, vive apenas graças à garra e a vontade das meninas que dão o sangue em campo. Os dirigentes do futebol brasileiro, preocupados em corromper a entidade, não se preocupam com o destino de nossas atletas.

Marta, Sissi, Formiga e Pretinha, para mencionar algumas, pois a lista é enorme, tiveram que sair do Brasil para realizar o sonho de serem respeitadas fazendo o que elas mais amam: jogar futebol. Agora é a vez de Monica, que está indo para o Pride, versão feminina do time de Kaká em Orlando.

Grande zagueira, respeitada por todos e desejada por muitos times, coube ao Pride a felicidade de garantir a presença da brasileira em seu plantel a partir de 2016.
Pedimos ao Ministério dos Esportes que façam um pouco mais para que nossas atletas possam se  realizar sem ter que deixar o país, a família os amigos e nossa cultura.

monica lea campos (1)
É bom para quem sai, porque é uma chance muito grande de aprimorar técnica e tática, porque nos países onde o futebol feminino é levado a sério, as jogadoras são profissionais e recebem todo apoio que necessitam.
Creio que apesar do empenho de muita gente no Brasil, como Silvana Goellner, entre outras, dificilmente o futebol feminino terá a visibilidade que merece, pois o governo não  apoia as meninas com o respeito que elas merecem e precisam.
É uma luta constante, e enquanto houver esperança de um dia ver nosso futebol feminino competindo a nível internacional no mesmo patamar, vamos continuar pedindo que nos apoiem, que vejam nessas heroicas jogadoras o desejo real de chegar à meta.
Chega de blá,blá, blá, queremos ação, queremos fatos e não propostas.
Parabéns ao Pride por ter visto em Monica o potencial que muitos brasileiros insistem em ignorar.
Guardem esse nome: Monica Hickman Alves.
O futebol masculino já não nos proporciona a mesma emoção que o futebol feminino, pensem nisso senhores e senhoras que trabalham no governo pelo futebol .
O futebol feminino está fazendo história e os mentores do esporte ignoram, Marta já supera Pelé em gols na Seleção brasileira, não importa o fato dela ser mulher, é a maior artilheira de uma seleção que representa nosso país.
A luta não é somente dos que lutamos dia-a-dia  pela Visibilidade Para o Futebol Feminino, vai mais longe, queremos que o governo tenha a mesma visibilidade, e que nos dê uma resposta que nos convença.
Creio que a luta por parte das próprias jogadoras não está bem direcionada.
Eu só consegui me impor como árbitro de futebol, numa época que era proibido, porque briguei, lutei, insisti, e não me dei por vencida.
Se queremos podemos, mas temos que unir forças, somos maioria no mundo, no Brasil somos mais de 50% da população, então por que não conseguimos nossos objetivos?
Para ganhar uma guerra temos que vencer as batalhas.
Nós mulheres, não  podemos esperar que as autoridades façam o que não estamos exigindo realmente.

Informar é um privilégio, informar corretamente uma obrigação.
Léa Campos


Social Press . 17/12/2015

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