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Léa Campos: As Olimpíadas da Crise

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Estamos numa crise econômica e política sem tamanho e o governo preocupado com Olimpíadas. Não foi suficiente o que ocorreu no Mundial de 2014.
Jogando dinheiro no lixo, para manter uma aparência do que não somos, estamos sem hospitais, sem atendimento médico, sem segurança, estradas esburacadas, escolas fechadas, enfim um desastre total.
Alguns países com medo do mosquito e da mosquita (rsrs) também, águas contaminadas na Rodrigo de Freitas no Rio de Janeiro e nada de despoluir a lagoa.
Apesar do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, ter amenizado suas preocupações sobre a preparação da competição, os documentos provam outra situação.
Os problemas maiores se relacionam com as instalações, estádio olímpico, fornecimento elétrico de alto risco e os eventos que serão levados no Complexo Olímpico Deodoro.
Bach comentou que em reunião com comitês olímpicos europeus, convidou o grupo “a trabalhar em solidariedade com os organizadores, diante da crise profunda que o Brasil enfrenta”.
No relatório do COI, estão enumerados os problemas enfrentados no Rio de Janeiro, faltando 5 meses para o início do evento.
O que preocupa  mais o COI: “deficiência na finalização das instalações para remo e canoagem (onde se inclui as arquibancadas  temporárias) , polo aquático e saltos ornamentais, ciclismo, vôlei, equitação e o próprio estádio olímpico”.
Apesar da inquietude, o COI não detalhou que tipo de problema existe nos pontos mencionados Departamento de Tecnologia e de Informação do COI, alerta que “os prazos para garantir a alimentação elétrica temporária a partir de julho estão muito apertados”, agravado pelo corte de recursos.
Na reunião realizada em Lausanne, contando com os organizadores brasileiros, COI e 28 federações esportivas, as entidades envolvidas perguntaram sobre os cortes que os brasileiros teriam que fazer.
O principal gira em torno do conforto dos atletas, ainda que as federações tenham “concordado de uma forma geral em adotar um tom de flexibilização em suas exigências”.
Em Deodoro, as competições serão de hipismo, ciclismo (BMX e mountain bike), pentlato moderno, tiro esportivo, canoagem slalom e hóquei sobre grama e o que mais preocupa as federações é que o local não atenda ao padrão do COI para eventos de nível internacional.
A partir dessa reunião do dia 02 de março, o Comitê Internacional decidiu fazer visitas mensais ao Rio de Janeiro para acompanhar “in loco” o trabalho das equipes que lidam especificamente com marketing, energia, instalações esportivas e outros departamentos. Serão feitas teleconferências todas as segundas-feiras entre o COI e o Comitê Rio -2016, enquanto se realizarão em Lausanne duas reuniões para avaliar a evolução dos preparativos.
É incrível que a organização da competição ainda esteja neste estágio, superfaturamento para ter chance de ganhar algum em cima do esporte mais uma vez.

Informar é um privilégio, informar corretamente uma obrigação.
Léa Campos


Social Press . 17/03/2016

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