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Após governo Trump, falta de mão de obra estrangeira deve afetar seriamente o país

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A economia do país sentirá os efeitos da ofensiva de Donald Trump contra os imigrantes “indesejados”, mas quem pagará a conta, provavelmente será o seu sucessor. A explicação é simples, dizem especialistas: a ausência dessa mão de obra terá impacto significativo sobre dois importantes setores da economia, indústria e agricultura, além de afetar o consumo. O primeiro efeito direto seria a escassez de trabalhadores para repor as vagas que exigem menos qualificação profissional, atingindo a construção civil e a agricultura.

São setores que demandam mais trabalhadores em épocas em que a economia vai bem, diz Walter Ewing, pesquisador do American Immigration Council, organização que estuda imigração. E o próprio governo dos EUA que criarão mais vagas até 2026. Mais da metade dos trabalhadores da agricultura é imigrante, segundo estudo do Pew Research Center. Na construção, um quarto dos trabalhadores nasceu fora do país. Par Ewing, o governo lutará contra a própria economia com essa política migratória, não deixando entrar os grupos de trabalhadores de que precisa. “É ridículo.”

Algumas indústrias podem demorar mais para se recuperar que outras com a falta de mão de obra, de acordo com Jeanne Batalova, analista do centro de pesquisa Migration Policy Institute. Ela estima que cada setor terá um prazo diferente para se adaptar à escassez de trabalhadores, três anos no pior dos casos, dependendo de quais medidas o segmento tomará e se a tecnologia poderá substituí-los. A mudança demográfica também joga contra. Há um envelhecimento populacional e uma diminuição na taxa de natalidade que afetará a reposição de empregos no futuro.

O crescimento da população em idade de trabalho seria liderado justamente pelos imigrantes no mínimo até 2035, de acordo com estudo do Pew Research Center. O segmento de adultos em idade de trabalho nascido nos EUA e cujos pais também nasceram no país deve diminuir de 128,3 milhões em 2015 para 120,1 milhões em 2035. Essa queda seria parcialmente compensada por um aumento no número de adultos americanos com pais imigrantes, que mais que dobrariam, para 24,6 milhões em 2035, de acordo com o estudo. Sem os imigrantes, a população economicamente ativa cairia de 173 milhões em 2015 para 166 milhões em 2035, segundo o Pew. Desde a eleição, Trump prometeu medidas para melhorar o perfil do estrangeiro que entra nos EUA, privilegiando os que falam inglês e com melhor formação acadêmica. Os reflexos econômicos potencialmente não seriam sentidos pelo governo Trump, mesmo em caso de reeleição, avalia Alex Nowrasteh, analista do instituto Cato.


#Segredos de Mulher, by Deiselu Guido

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