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Impeachment se intensifica: Pelosi diz que Trump admitiu suborno

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A presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, disse na quinta-feira (14) que o presidente Donald Trump já admitiu ações que equivalem a suborno no escândalo da Ucrânia, caso que está no epicentro do inquérito de impeachment em curso no Congresso.

“O suborno é para conceder ou reter assistência militar em troca de uma declaração pública de uma investigação falsa sobre as eleições. Isso é suborno”, disse Pelosi, a democrata mais graduada do Congresso, em uma coletiva de imprensa. “O que o presidente admitiu e diz ser perfeito eu digo ser perfeitamente errado. É suborno.” O Congresso está analisando se Trump abusou de seu poder retendo US$ 391 milhões de ajuda de segurança à Ucrânia para pressionar Kiev a realizar uma investigação que o beneficiaria politicamente. O dinheiro, aprovado pelo Congresso para ajudar um aliado do país a combater separatistas apoiados pela Rússia no leste do país, foi concedido à Ucrânia mais tarde.

Trump negou qualquer irregularidade. Pelosi fez os comentários um dia depois de a Câmara, de maioria democrata, realizar sua primeira audiência pública do inquérito de impeachment que ela anunciou em setembro. Outra figura central, a ex-embaixadora na Ucrânia Marie Yovanovitch depôs na sexta-feira. Se a Câmara aprovar artigos de impeachment ou acusações formais contra Trump, o Senado realizará um julgamento para decidir se o afasta com base nas acusações, mas até agora os republicanos que comandam a câmara alta mostraram pouco apoio à ideia de tirar Trump do cargo. O foco do inquérito de impeachment é uma conversa telefônica de 25 de julho na qual Trump pediu ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, que iniciasse uma investigação de corrupção a respeito do ex-vice-presidente norte-americano Joe Biden e seu filho Hunter, que ocupou uma cadeira no conselho na empresa ucraniana de energia Burisma. Trump pediu ainda que Zelenskiy investigasse uma teoria desacreditada de que a Ucrânia interferiu nas eleições do país de 2016 e não a Rússia.

 


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