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Léa Campos: Sem Luta Não Se Triunfa

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Estamos lutando para dar visibilidade ao futebol feminino, mas as entidades responsáveis não apoiam como é preciso.
O estadual feminino (MG), que ficou acordado no Conselho Arbitral, teria seus jogos finais no Mineirão ou no Independência, deu uma guinada de 180 graus, e a FMF resolveu que os jogos serão no Sesc de Venda Nova. Apesar de cobrar taxas iguais para os jogos masculinos, o retorno não é o mesmo.

O desrespeito não para aí, alteraram as datas também, a decisão que deveria ser jogada dia 7 de dezembro, dia que se promoveria um grande evento, foi antecipado para às18h00 da sexta-feira, 6 de dezembro, no  Estádio das Alterosas. A FMF  alega que a decisão sobre o Sesc de Venda Nova foi por questões financeiras, além do mais haverá uma convocação da Seleção Brasileira Feminina que exigiria a apresentação das atletas no sábado dia 7 de dezembro. Entretanto a definição final será oficializada dia 25 de novembro, após o fim da fase semifinal.

Esperaremos os resultados dos encontros entre Atlético de América que será jogado às 16h00 hoje no Sesc, embora estivesse marcado anteriormente para a Cidade do Galo e o encontro entre Cruzeiro e Ipatinga será jogado dia 23 na Toca da Raposa I às 15h30. O jogo final, se não mudarem novamente, será dia 25. Os clubes se revoltaram porque pagam uma taxa absurda e não respeitam o que fica acordado nas reuniões. A Federação Mineira de Futebol não merece ser respeitada por, pois não existe reciprocidade.

O campeonato feminino será disputado num “estádio” sem estrutura, sem arquibancada e sem conforto algum, tanto para os responsáveis pelo espetáculo, como para os torcedores. Assim fica difícil erguer o futebol feminino. Estão promovendo os campeonatos por obrigação imposta pela FIFA, e não por ver o futebol feminino como um investimento, esta foi a saída encontrada pela FMF para mostrar que o futebol feminino não dá retorno. Como querem retorno com tanto desrespeito? Que retorno terão se não oferecem o mínimo para as atletas e torcedores?

Mas por mais que tentem não desistiremos, a luta é árdua, mas a vitória será maior. SOMENTE OS QUE NÃO DESISTEM DA LUTAM SÃO VITORIOSOS. Se eu houvesse desistido de minha luta no primeiro não que recebi, eu jamais teria me transformado em pioneira na arbitragem masculina, quando em 1971, a FIFA me reconheceu como a PRIMEIRA MULHER ÁRBITRA DE FUTEBOL MASCULINO NO MUNDO, numa época que nem existia futebol feminino no Brasil. Lutei sozinha contra tudo e contra todos e venci, e agora vamos lutar para que o futebol feminino brasileiro seja respeitado também.

 


Social Press . 21/11/2019

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