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‘Muito sofrido’, diz brasileiro deportado que desembarcou na Grande BH em avião fretado pelo governo dos EUA

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“Muito sofrido”, disse o agricultor Cleony Dias Lagasso, depois de desembarcar no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na noite desta sexta-feira (7), junto com a esposa Joyce Lagasso e a filha de três anos do casal. A família – que ficou presa nos Estados Unidos durante 18 dias – faz parte do grupo de 130 brasileiros deportados que chegou ao Brasil no voo fretado pelo governo norte-americano.

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Eles são da cidade de União Bandeirante, em Rondônia, e ainda teriam que conseguir um voo até lá. “Nós passamos pelo México, todo mundo faz, né? Para tentar a vida lá. Graças a Deus estamos bem de saúde”, afirmou Cleony. “Foi horrível”, completou Joyce. Homens, mulheres e crianças, de vários estados do país, chegaram apenas com a roupa do corpo, documentos e o que sobrou do dinheiro que levaram. Muitos esconderam o rosto no momento do desembarque.

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“Humilhação que eu passei, 15 dias longe da família, sem poder falar com ninguém. Presa em uma cela fria, sem falar com ninguém”, disse uma das mulheres deportadas, que não quis ser identificada. Outra pessoa relatou que a filha e o marido chegaram a desmaiar de fome. O voo fretado pelos EUA e autorizado pelo governo brasileiro, saiu do Texas, parou para reabastecer em Guayaquil, no Equador, e chegou à capital mineira às 23h40. Todos os brasileiros passaram pela fiscalização da Polícia Federal (PF) antes de serem liberados.

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Desde outubro do ano passado, esse é o terceiro avião com brasileiros extraditados dos EUA que pousa em Confins. Somando os três voos, são cerca de 250 pessoas detidas quando tentavam atravessar a fronteira pelo México. A Polícia Federal (PF) informou, em nota, que este “é o segundo episódio neste ano, e voos com essas características podem se tornar frequentes”. A PF disse ainda que realizou “os procedimentos de controle migratório, uma de suas competências definidas pela Constituição da República” e que “não constatou nenhuma ilegalidade conexa à migração dos deportados e segue investigando casos suspeitos”. Livres e de volta ao país, os extraditados não pensam em se arriscar novamente para tentar entrar nos Estados Unidos. “Não, não faria de novo”, disse a desempregada Edinalva Lopes.

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