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82 brasileiros pedem ajuda ao governo para deixar o Peru

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Com dificuldades financeiras causadas pela pandemia do novo coronavírus, um grupo de pelo menos 82 brasileiros que moram no Peru tenta voltar ao Brasil com urgência. As fronteiras do país estão fechadas e a saída de ônibus impossibilitada, razão pela qual os imigrantes pedem por um voo humanitário ao governo brasileiro. 

Desde o início da pandemia, o Itamaraty já contribuiu para a repatriação de 1.679 brasileiros por meio de onze voos humanitários. Este grupo contudo, não conseguiu embarcar em uma destas viagens e agora não tem perspectiva de quando poderá retornar.

Na segunda-feira (15), uma parte destes brasileiros foi protestar em frente à embaixada do Brasil em Lima, capital do Peru, para pedir por soluções. Duas pessoas foram atendidas presencialmente, mas não houve resposta sobre o próximo voo.

GRUPO DE BRASILEIROS PEDE AJUDA AO GOVERNO PARA DEIXAR O PERU

“Eles não têm data de voo, e não puderam dar nenhuma informação”, disse a professora Gabriele Barreto, que estava entre os manifestantes.

“O que a gente precisa de verdade agora seria arrumar uma maneira do consulado pegar todas as pessoas que estão em outras cidades para juntar todo mundo em Lima e um voo humanitário, porque, na verdade, aqui, ninguém tem dinheiro para pagar a passagem. Aqui está todo mundo sem dinheiro”, diz a professora Elaine Maria Caliendo Barreto, que vive em Lima.

Além do Itamaraty, os brasileiros têm ajuda de projetos sociais para a repatriação, que estão se articulando com o governo, juntando recursos e planejando a logística do resgate. O Conectados do Terceiro Setor, coletivo de organizações não-governamentais, é que estima a quantidade de 82 brasileiros necessitando de repatriação.

O número, porém, pode ser maior, com a quantidade de imigrantes que está longe da capital do Peru. “As províncias estão muito longe da capital e as pessoas não têm dinheiro para se locomover, estão cobrando muito caro para fazer traslados. E as pessoas não podem fazer isso porque não têm dinheiro e, emocionalmente, estão todos abalados, todos longe da família, do país, com medo”, explicou Vanir Shirley Valim Docema, que mora em Arequipa, no interior do país.


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