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Como é viver no Vietnã, país sem mortes por covid-19, conforme relatos de brasileiros

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O Vietnã, país localizado no Sudeste Asiático e que contabiliza mais de 95 milhões de habitantes, conseguiu conter o novo coronavírus e hoje vive, praticamente, a mesma normalidade anterior à pandemia da covid-19. De acordo com os dados mais recentes da OMS (Organização Mundial da Saúde), o país registra, desde o início da pandemia, 355 casos confirmados e nenhuma morte até o momento. Mesmo sendo uma nação em desenvolvimento, o governo conseguiu controlar a doença.

A volta a uma vida quase 100% normal se deve à rápida resposta contra o vírus. Desde o início da pandemia, o país fechou suas fronteiras, investiu em testagem e rastreamento e estipulou medidas de distanciamento e isolamento social.

De acordo com Denis Almeida, 29, as medidas realmente foram eficazes. Na sua opinião, as melhores estratégias de controle de novas infecções foram a quarentena e o rastreamento de contato das pessoas infectadas.

“O governo tem um sistema muito bem feito de controle da quarentena. Os profissionais de saúde acompanham as pessoas em casa, fazendo visitas diárias. Com os infectados quarentenados, é feita uma entrevista na qual é rastreado as pessoas que entraram em contato com eles e também os locais que eles frequentaram.”

Outro brasileiro que também vive no Vietnã é Felipe Rabelo, 36. Ele aprova o combate à pandemia e o caracteriza como “excelente, rápido e objetivo”.

Entretanto, o brasileiro acredita que as ações não teriam funcionado em um país democrático. Em sua análise, grande parte do respeito dos cidadãos vietnamitas às medidas tem relação ao posicionamento do governo desde o início. Mas Felipe relata que uma grande parte de estrangeiros não aceitaram tão bem as imposições, chegando a desrespeitá-las.

Fronteiras e estabelecimentos fechados, cidades bloqueadas, medidas de proteção, quarentena e testes foram as ações do governo do Vietnã para conter o novo coronavírus.

Denis Almeida relata que sua rotina só não está completamente de volta porque viagens para o exterior ainda não estão sendo realizadas no seu trabalho. Entretanto, antes de o brasileiro poder se sentir de volta à normalidade, ele passou por duas quarentenas rígidas.

Foram 14 dias em casa. Neste período, testes foram feitos em Denis e uma pessoa foi disponibilizada pelo condomínio em que ele vive, para que pudesse realizar tarefas necessárias, como compras de alimentos e medicamentos. Além disso, profissionais do Centro de Doenças Tropicais de Ho Chi Minh faziam visitas constantes para registro de seu estado de saúde.

No dia 23 de abril, o Vietnã já não registrava transmissão comunitária da covid-19 há duas semanas. Desde então, o país deu início à flexibilização das medidas impostas para o combate do novo coronavírus.

Estabelecimentos já foram reabertos e as cidades retiraram os bloqueios. Também já não há mais controle sobre o uso de máscaras. Felipe Rabelo destaca que somente as fronteiras não foram reabertas.

Tanto para Felipe quanto para Denis, a resposta do país à pandemia são motivos de orgulho. Eles destacam a devida seriedade com que as autoridades vietnamitas trataram a doença, as ações pautadas na ciência e a cooperação da população.


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