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EUA vão reunir 29 menores migrantes e suas famílias, embora centenas permaneçam separados

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O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira(8) que 29 crianças migrantes se reunirão com suas famílias depois de serem separadas sob a política de “tolerância zero” do ex-presidente Donald Trump, embora centenas de menores continuem afastados de seus pais.

O secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS), Alejandro Mayorkas, destacou o compromisso do governo de Joe Biden com a reunificação das famílias que foram “cruelmente separadas” pelo governo anterior. Algumas das famílias de migrantes separadas durante o governo do ex-presidente republicano Donald Trump nos Estados Unidos vão começar ser reunidas nesta semana, anunciou nesta segunda-feira (3) o secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS), Alejandro Mayorkas. Mayorkas informou que quatro mães que fugiram de “situações extremamente perigosas em seus países de origem” serão reunidas com seus filhos depois de serem separados na fronteira entre os Estados Unidos e o México.

Separação de famílias na era Trump

A política de “tolerância zero” de Trump sobre a imigração irregular começou a ser aplicada em 2017 e foi formalmente anunciada em 2018. Ao separar famílias (a maioria de centro-americanos fugindo da violência), o governo republicano procurava dissuadir os migrantes a iniciar a jornada para o norte.

Sua implementação, que estima ter afetado cerca de 5.000 menores de idade, foi suspensa devido a uma onda de indignação nacional e global. Não está claro quantas crianças ainda estão longe de seus pais, mas estima-se que sejam cerca de mil. A administração Trump guardou arquivos incompletos e pouco fez para cooperar com as organizações que tentaram reunir as famílias com seus filhos. Os poucos dados disponíveis decorrem principalmente de ações judiciais que tentaram rastrear pais que foram deportados para longe de seus filhos que permaneceram nos Estados Unidos. Muitas são originárias de áreas rurais e comunidades localizadas em zonas montanhosas de difícil acesso, tarefa logística também complicada pela pandemia e pelos dois furacões que assolaram a América Central durante o outono boreal.


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