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Com Biden, Obama e Clinton, cerimônia nos EUA relembra 20 anos do 11/9

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Hoje, os Estados Unidos relembram os 20 anos do pior atentado da história do país. Em 11 de setembro de 2001, quatro aviões comandados por terroristas da Al-Qaeda atacaram o país e protagonizaram uma tragédia. Duas aeronaves atingiram as torres gêmeas, em Nova York; a terceira, foi lançada contra o Pentágono, sede da segurança nacional dos EUA, em Washington; já o quarto avião sequestrado caiu antes de atingir outro alvo — graças à coragem dos passageiros, que tentaram recuperar o controle da aeronave.

Ao todo, 2.977 pessoas perderam suas vidas. Hoje, todas terão seus nomes homenageados pelo presidente norte-americano, Joe Biden, em uma cerimônia solene no Marco Zero, onde estavam erguidas as torres do World Trade Center, às 8h30 do horário local (9h30 em Brasília). Os ex-presidentes Barack Obama e Bill Clinton também participam do evento.

Duas vítimas do 11 de Setembro são identificadas 20 anos após ataque  terrorista - Jornal O Globo

As autoridades e pessoas presentes farão um minuto de silêncio no horário em que o primeiro avião, sequestrado por cinco dos 19 jihadistas, atingiu a torre norte. Depois, Biden seguirá rumo à Shanksville, na Pensilvânia, onde o vôo 93 da United Airlines caiu. Por fim, o presidente volta à Washington, onde termina o dia visitando o Pentágono.

Vídeo para homenagear vítimas

Ontem, Biden divulgou um vídeo pedindo “unidade”, qualidade que seria “a maior força dos americanos”, segundo o presidente. “É tão difícil. Seja no primeiro ano ou no vigésimo. Crianças cresceram sem pais e pais sofreram sem filhos “, disse ele, lembrando também dos atos de heroísmo que ocorreram nos dias seguintes aos ataques. “Também vimos algo muito raro: o verdadeiro sentido de unidade nacional “, acrescentou o presidente democrata, em um clima de tensão pela caótica retirada americana do Afeganistão.

Testemunhas brasileiras relembram horror do 11 de Setembro: 'Vi o  inimaginável e nunca mais fui o mesmo' - BBC News Brasil

Críticas à saída do Afeganistão

O presidente americano vem sendo amplamente criticado pelo fim da intervenção militar no Afeganistão e o rápido avanço do Talibã. A retirada das tropas dos EUA, em agosto, aconteceu meses após a data inicialmente definida por seu antecessor, o republicano Donald Trump. Em 20 anos de guerra, os Estados Unidos perderam 2.500 soldados para tentar conter os radicais no Afeganistão. Com a saída dos soldados estrangeiros do país, o poder voltou às mãos de fundamentalistas islâmicos que haviam sido expulsos de Cabul no final de 2001, por abrigarem o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, que acabou sendo morto em 2011 no Paquistão.

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