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Queda da migração e pandemia reduzem crescimento populacional nos EUA

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Os Estados Unidos registraram o menor crescimento demográfico da sua história devido à queda da migração, ao aumento dos óbitos vinculados, em parte, à pandemia e à queda da natalidade, informou na terça-feira (21) o Escritório do Censo.

Entre 1º de julho de 2020 e 30 de junho de 2021, a população americana cresceu 0,1% (392.665 pessoas), “a taxa mais baixa desde a fundação da nação”, destacou a agência em um comunicado.

“O crescimento da população se desacelerou durante anos devido às taxas de natalidade mais baixas e à diminuição da migração internacional líquida (a diferença entre o número de pessoas que entram e que saem do país), enquanto as taxas de mortalidade estão aumentando devido ao envelhecimento da população”, explica Kristie Wilder, demógrafa do departamento de população do Escritório do Censo.

Apesar de a imigração ter diminuído nestes 12 meses, a migração internacional líquida foi de 244.622 pessoas, superando pela primeira vez o crescimento natural ou vegetativo (a diferença entre os nascimentos e os óbitos), que se situou em 148.043, informou a agência.

A pandemia provocou atrasos no cálculo dos números, razão pela qual o relatório sobre a população do Escritório do Censo usou dados do censo de 2020, realizado uma vez por década, juntamente com outras fontes, como as certidões de nascimentos, de óbitos e os registros migratórios.

Entre 2020 e 2021, 33 estados registraram aumentos demográficos e 17 estados e o distrito de Columbia perderam população, 11 deles mais de 10.000 pessoas, destaca a agência, que considera a cifra “uma quantidade historicamente grande”.

Em uma análise em separado, o estudo mostrou que o Texas teve o maior aumento populacional, com 1,1%, devido, sobretudo, à migração doméstica para o estado e ao aumento da natalidade.

New York registrou a maior queda (1,6%), sobretudo pela migração doméstica, e Porto Rico perdeu 0,5%.

Três estados têm mais de 20 milhões de habitantes: Califórnia (39.237.836), Texas (29.527.941) e Flórida (21.781.128).

A pandemia afetou a migração de e para os Estados Unidos, provocando os níveis mais baixos em décadas, acrescentou o Censo em outra análise.

Até junho de 2021, as fronteiras terrestres entre os Estados Unidos, o México e o Canadá permaneceram fechadas a viagens não essenciais e três quartos dos consulados americanos no exterior, que emitem vistos, também.

A migração internacional líquida (inferior a 250.000) contrasta com o recorde da última década (1.049.000 entre 2015 e 2016) e as 477.000 registradas entre 2019 e 2020.

Flórida, Texas, Nova York, Califórnia e Massachusetts costumam receber a maioria dos migrantes do exterior quase todos os anos. Os cinco registraram quedas entre 2015 e 2021, mas foi quase 50% menor entre 2020 e 2021.

Segundo uma análise do Centro de Estudos de Imigração (CIS), realizado a partir de dados da pesquisa populacional do Escritório do Censo, o número de imigrantes (legais e ilegais) nos Estados Unidos chegou em novembro deste ano a 46,2 milhões, o mais alto na história do país.

Em termos percentuais, os imigrantes representavam em novembro 14,2% da população, acrescentou o CIS, uma organização sem fins lucrativos que estuda as comunidades de imigrantes no país.

A proporção de imigrantes na população triplicou desde 1970 e quase dobrou desde 1990.


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