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Bolsonaro chega aos EUA sob cobrança por desmatamento e sumiço na Amazônia

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) desembarcou nos Estados Unidos nesta quinta-feira (9) para se reunir com o presidente norte-americano, Joe Biden, com quem coleciona uma troca de farpas. Ativistas esperam o brasileiro com cartazes, faixas e mensagens com mensagens de protestos. A maioria das mensagens acusa Brasileiro de ser o grande vilão do aquecimento global, devido ao aumento no desmatamento da Amazônia.

Parlamentares do Partido Democrata e ativistas pedem que Biden cobre Bolsonaro um posicionamento a respeito do desaparecimento do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira na Amazônia. A Casa Branca também quer tratar da questão ambiental, cara ao governo Biden. Segundo Sullivan, é uma área onde pode haver progresso concreto na relação entre os dois países.

O encontro, o primeiro entre os dois desafetos, está previsto para ocorrer às 19h10 (horário de Brasília) e faz parte da agenda de ambos na 9ª Cúpula das Américas, que tem os EUA como anfitriões e acontece em Los Angeles. O evento, que começou segunda (6), termina na sexta-feira (10). Mas os chefes de estado só participam das reuniões nesta quinta e na sexta, quando haverá várias rodadas de conversa. A expectativa é que sejam firmados compromissos em várias áreas, incluindo, além da democracia, energia limpa, imigração, inclusão digital e parcerias em saúde pública. Biden pretende consolidar a influência do seu país na região, em meio a dificuldades diplomáticas no Oriente Médio e a crise econômica interna, turbinada pela Guerra na Ucrânia. O governo Biden também enfrenta a concorrência da China, cada vez mais parceira dos países das Américas.

Temendo esvaziamento, Biden fez questão da presença de Bolsonaro

No entanto, a 9ª Cúpula das Américas começou com polêmicas e uma debandada de chefes de Estados. Após os EUA não convidarem Cuba, Nicarágua e Venezuela, o México decidiu não participar do evento. Para garantir a presença de Bolsonaro, Biden pediu a emissários para convencer o presidente brasileiro confirmar a presença. A pedido de Biden, o ex-senador Christopher Dodd fez uma visita pessoal a Bolsonaro no Palácio do Planalto.

Organizada às pressas, a reunião de Biden e Bolsonaro pode se resumir em um aperto de mãos diante de fotógrafos e cinegrafistas, em uma tentativa de demonstrar o prestígio internacional de ambos. Não houve a costura de uma agenda comum. Biden evitou qualquer contato com Bolsonaro desde que assumiu a Casa Branca, em janeiro de 2021, mas se dobrou à ideia de um encontro bilateral com o brasileiro justamente na iminência de sediar uma Cúpula das Américas esvaziada. Na última terça-feira (7), Bolsonaro voltou a colocar em xeque a legitimidade da eleição de Biden, como cópia do discurso de seu ídolo, o ex-presidente Donald Trump. Seguindo o exemplo do republicano, o presidente brasileiro vive atacando o sistema eleitoral do Brasil, o que preocupa a Casa Branca. // O Tempo.


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Social Press . 10/06/2022

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