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Quadrilha de migração ilegal para os EUA tem criptomoedas apreendidas pela PF em MG

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A PF apreendeu várias criptomoedas de uma quadrilha que praticava o crime de migração ilegal, com foco no México e Estados Unidos. Essa foi mais uma operação da Polícia Federal do Brasil em 2022 que se deparou com moedas digitais.

Nos últimos dias, uma declaração da Polícia Federal indicou haver preparativos para novas operações contra golpes com criptomoedas, sem deixar claro contra quais negócios essas seriam.

Vale lembrar que a PF tem se capacitado sobre o assunto e apoia várias operações. Uma ação do FBI e CIA no Brasil treinou agentes da Polícia Federal sobre bitcoin, em uma cooperação internacional sobre o assunto.

Na última terça-feira (21), a Polícia Federal do Brasil em Minas Gerais foi até Governador Valadares. Essa ação foi em cumprimento de mandados relacionados com a Operação Relicta Mori, que em latim significa “Deixado para morrer”.

A ação ocorreu em toda a região, em busca de combater uma organização que possibilitava os chamados crimes de promoção de migração ilegal.

Ao todo, foram expedidos pela Justiça Federal de Governador Valadares quatro mandados de busca e apreensão e mais dois de prisão preventiva contra suspeitos. Todas as ordens foram cumpridas, o que resultou na prisão de duas pessoas.

De valores da quadrilha, a PF afirmou que apreendeu criptomoedas que eram utilizados como forma de ocultar valores obtidos ilicitamente. A polícia federal não divulga detalhes de como identifica a posse desses bens em suspeitos e faz sua apreensão.

Além disso, houve a determinação de bloqueio de ativos financeiros, apreensão de diversos veículos, imóveis e valores de dinheiro em espécie.

De acordo com informações divulgadas pela PF, a investigação começou após familiares de emigrante falecer em 2021, quando tentava cruzar a fronteira ilegalmente do México para os Estados Unidos.

Com a apuração do caso, os investigados se mostraram os responsáveis pela tentativa fracassada de travessia ilegal. Com ajuda dessa quadrilha, cerca de 200 pessoas conseguiram migrar ilegalmente para os Estados Unidos.

Para conseguir realizar a ação, a organização criminosa utiliza bebês e adolescentes, em um método conhecido como “cai-cai”. Assim, as famílias com crianças pequenas se entregam a autoridades americanas após cruzarem as fronteiras, sabendo que irão responder em liberdade, visto que crianças não podem ficar sozinhas.

Esse crime envolve ainda o aumento no caso de sequestro internacional de crianças, que são alugadas pelos chamados coiotes para que adultos desacompanhados possam entrar nos Estados Unidos, com grande risco para menores de idade.

Presos pela PF, os suspeitos responderão pelo crime de tráfico de pessoas e homicídio, podendo pegar até 26 anos de prisão.


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