A política externa dos Estados Unidos sob o comando de Donald Trump deu mais um passo em direção ao endurecimento das fronteiras nesta quarta-feira (14). A Casa Branca ordenou a interrupção imediata da concessão de vistos de imigrante — aqueles destinados a estrangeiros que pretendem morar permanentemente no país — para cidadãos de 75 países, colocando o Brasil no centro das novas restrições.
A diretriz, que passa a valer oficialmente a partir de 21 de janeiro, não tem prazo determinado para acabar. O objetivo declarado por Washington é frear a entrada de indivíduos que, segundo a ótica da atual administração, poderiam se tornar um “encargo público”, dependendo excessivamente de benefícios sociais custeados pelos contribuintes americanos.
Embora o governo norte-americano não tenha divulgado publicamente a relação completa dos países sancionados, o bloqueio é extenso e geopoliticamente variado. A lista de nações atingidas pela suspensão engloba, além do Brasil, países como Rússia, Irã, Tailândia, Somália, Afeganistão e Iraque, segundo apurado pelo Brazilian Press, que obteve detalhes sobre o memorando interno do Departamento de Estado.
É importante ressaltar que a medida possui um escopo específico: ela atinge quem busca o Green Card ou vistos de residência permanente. As autorizações de não-imigrantes, utilizadas amplamente para turismo (B2) e viagens de negócios (B1), permanecem inalteradas, permitindo o fluxo normal de visitantes temporários.
Até o momento, a representação diplomática dos EUA em Brasília informou não ter recebido a notificação oficial para a implementação das novas regras. Contudo, analistas veem o movimento como parte de uma estratégia mais ampla da gestão Trump para 2026, que promete revisar minuciosamente todo o sistema de imigração legal, podendo futuramente incluir barreiras adicionais baseadas em critérios de idade e saúde.















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