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Ex-gerente do necrotério de Harvard é condenado à prisão por roubo e venda de partes de corpos humanos

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O ex-gerente do necrotério da Escola de Medicina de Harvard foi condenado na terça-feira a oito anos de prisão por roubar e vender partes de corpos humanos “como se não tivessem valor”. Segundo as autoridades, Cedric Lodge foi peça-chave em um esquema macabro no qual enviava cérebros, pele, mãos e rostos humanos para compradores na Pensilvânia e em outros lugares, depois que a universidade parou de usar cadáveres doados.

Sua esposa, Denise Lodge, foi condenada a pouco mais de um ano de prisão por cumplicidade com o marido. Ambos compareceram na terça-feira ao tribunal federal em Scranton, Pensilvânia.

Em um exemplo, Cedric Lodge vendeu pele humana a um comprador para que este a curtisse e a usasse na encadernação de um livro, uma “realidade profundamente horrível”, afirmou a procuradora federal assistente Alisan Martin em um documento judicial. “Em outro caso, Cedric e Denise Lodge venderam o rosto de um homem, talvez para ser exibido em uma prateleira, talvez para ser usado para algo ainda mais perturbador”, afirmou Martin.

O promotor observou que Lodge, de 58 anos, tratava partes de corpos de “seres humanos queridos como se fossem coisas insignificantes para serem vendidas com fins lucrativos” e arrecadou milhares de dólares entre 2018 e março de 2020.

Após Harvard deixar de usar corpos doados para pesquisa ou ensino, os restos mortais são normalmente devolvidos à família ou cremados. Lodge admitiu ter removido partes dos corpos antes da cremação. Lodge, que foi gerente do necrotério por 28 anos, cometeu atos “atrozes”, disse o advogado de defesa Patrick Casey.

“O Sr. Lodge reconhece a gravidade de sua conduta e o dano que suas ações causaram tanto às pessoas falecidas cujos corpos ele degradou cruelmente quanto às suas famílias enlutadas”, disse Casey em um documento judicial. Harvard suspendeu as doações de corpos por cinco meses em 2023, quando as acusações foram formalizadas. Os promotores disseram que pelo menos outras seis pessoas, incluindo um funcionário de um crematório no Arkansas, se declararam culpadas na investigação de tráfico de partes de seres humanos.


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