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Argentina poderá receber deportados de outras nacionalidades, em cooperação inédita com os EUA

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A diplomacia sul-americana pode estar prestes a testemunhar uma mudança significativa em suas dinâmicas migratórias. O governo da Argentina entrou na reta final de negociações com os Estados Unidos para firmar um acordo que permitiria ao país receber estrangeiros deportados pelas autoridades norte-americanas. A medida, que visa aliviar a pressão nas fronteiras dos EUA, transformaria a nação platina em um destino para migrantes de outras nacionalidades que tiveram sua entrada negada ou foram expulsos do território americano.

A iniciativa marca mais um passo no estreitamento dos laços entre o presidente argentino, Javier Milei, e o mandatário dos EUA, Donald Trump. Embora o conceito de “terceiro país seguro” já tenha sido explorado por Washington em outras ocasiões, a inclusão da Argentina nesse rol representa um alinhamento geopolítico inédito na região. Segundo apurado pelo Brazilian Press, as tratativas estão sendo conduzidas com alto grau de prioridade e a expectativa é que a formalização do protocolo ocorra ainda nas próximas semanas, dependendo apenas de ajustes técnicos sobre a logística de recepção e triagem.

Para a Casa Branca, o acordo oferece uma válvula de escape crucial para a sua rígida política de controle de fronteiras, permitindo o envio de indivíduos para um país parceiro quando a repatriação ao país de origem se mostra complexa ou inviável. Já para a Casa Rosada, a aceitação desse fluxo serve como moeda de troca política, reforçando a imagem de Milei como o principal aliado estratégico dos Estados Unidos na América Latina.

O contexto interno argentino também favorece essa aproximação. Dados recentes indicam que o Ministério da Segurança da Argentina já vem endurecendo o controle de suas próprias fronteiras, com números recordes de impedimentos de entrada e expulsões nos últimos meses. A oficialização deste novo pacto com os EUA, portanto, não seria um ato isolado, mas parte de uma reestruturação mais ampla da política de segurança e imigração sob a atual gestão libertária.


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