Em uma audiência recente no Capitólio, a Agência de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) trouxe à tona a dimensão dos desafios atuais na gestão das fronteiras e na segurança interna. Todd Lyons, diretor interino da agência, confirmou que o órgão está monitorando ativamente cerca de 1,6 milhão de estrangeiros em situação irregular que já possuem ordens finais de deportação emitidas pela justiça.
O dado alarmante foi apresentado durante o depoimento de Lyons ao Comitê de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado. Deste total, a autoridade destacou um recorte preocupante para a segurança pública: aproximadamente 800 mil indivíduos desse contingente são criminosos já condenados. Segundo apurado pelo Brazilian Press, o diretor fez questão de esclarecer que tais ordens de remoção não partem arbitrariamente do ICE, mas são sentenças proferidas por juízes de imigração, que operam sob uma jurisdição independente da fiscalização aduaneira.
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Durante a sessão, Lyons foi questionado pelo senador republicano James Lankford, de Oklahoma, que utilizou a oportunidade para contrastar o cenário atual com a crise fronteiriça de anos anteriores. Lankford recordou que, há dois anos, o fluxo diário chegava a 10 mil entradas ilegais sem qualquer triagem, mencionando ainda estimativas da administração passada sobre a entrada de 70 mil estrangeiros de “interesse especial” — termo usado para designar indivíduos com potenciais vínculos com terrorismo — apenas em 2024.
A audiência ocorreu em um momento de tensão política e escrutínio público sobre as táticas do ICE. A agência enfrenta críticas severas, especialmente de legisladores democratas, após incidentes operacionais em Minnesota que resultaram na morte de dois trabalhadores. Há ameaças de cortes no financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS) caso não haja reformas nas práticas de aplicação da lei.
Apesar da pressão, Lyons e Lankford defenderam o trabalho dos agentes de campo. O senador argumentou que a atuação das forças de segurança foi crucial para estancar o caos migratório, criticando o que chamou de “perda de perspectiva” por parte dos opositores e condenando a violência dirigida aos agentes sob o pretexto de protestos pacíficos. Além do panorama nacional, dados regionais específicos foram citados para ilustrar a capilaridade da situação: apenas no estado de Minnesota, existem atualmente 16.840 pedidos finais de deportação pendentes.















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