A família da brasileira Letícia Oliveira Alves, de 36 anos, esteve em Brasília no dia 18 de março, a convite do Ministério das Relações Exteriores, em busca de apoio para o traslado do corpo ao Brasil. O encontro, no entanto, terminou sem a solução esperada: segundo os familiares, o Itamaraty informou que não irá custear a repatriação.
O ministério afirmou que o traslado de restos mortais de brasileiros falecidos no exterior ocorre apenas em situações excepcionais, conforme critérios previstos em legislação específica, e que cada pedido é analisado individualmente.
Para os parentes, a reunião representava uma esperança após meses de incerteza e tentativas de obter apoio institucional. Agora, segundo o irmão da vítima, Fabrício Oliveira Alves, a família terá de arcar com os custos e ainda aguarda a conclusão de etapas burocráticas no Canadá, como a finalização do registro da certidão de óbito, necessária para viabilizar o traslado, que, até o momento, não tem previsão para ocorrer.
Natural de Goiânia, Letícia era formada em Química pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e tinha mestrado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP), onde também iniciou um doutorado. Ela deixa uma filha de 12 anos, que permaneceu na capital goiana sob os cuidados da avó.
Segundo informações reunidas pelas autoridades, Letícia deixou o Brasil em 2023 e passou por países da América do Sul antes de seguir para os Estados Unidos. Ela teria ingressado no país em janeiro de 2024 e permanecido sob custódia de autoridades migratórias por cerca de três meses. Após ser liberada, não houve mais contato com a família. Meses depois, o corpo foi localizado em uma área de mata na fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá. As circunstâncias da morte seguem sob investigação















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