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Nova epidemia de heroína ‘migra’ à população branca e de classe média dos EUA

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Uma epidemia de heroína com características muito diferentes daquela que atingiu grandes cidades dos Estados Unidos nos anos 1960 e 1970 vem matando cada vez mais americanos e se tornou um dos temas de destaque na campanha para a eleição presidencial, em novembro.

Segundo o Centers for Disease Control and Prevention, ligado ao Departamento de Saúde dos Estados Unidos, o número de mortes por overdose de heroína ou de analgésicos opiáceos aumentou 200% desde 2000.

Somente em 2014, overdoses mataram 47.055 pessoas no país, mais do que em qualquer outro ano e mais do que as mortes no trânsito. Desse total, 61%, ou 28.647 mortes, foram associadas a overdose de heroína ou opiáceos. Segundo o CDC, as mortes por heroína mais do que triplicaram desde 2010.

Além dos números alarmantes, o que vem chamando a atenção é o perfil das vítimas.

A atual epidemia atinge principalmente pessoas brancas que moram em bairros residenciais de classe média, cidades pequenas ou zonas rurais, destaca Kolodny, que é diretor médico da Phoenix House, organização dedicada ao tratamento de dependência de drogas.

Calcula-se que 90% dos americanos que experimentaram heroína pela primeira vez na última década sejam brancos.

Uma das explicações para essa diferença de perfil pode estar relacionada à origem da epidemia, ligada ao aumento no número de analgésicos opiáceos receitados pelos médicos americanos a partir da década de 1990.

Segundo o CDC, o número de analgésicos opiáceos receitados nos Estados Unidos quadruplicou desde 1999.

Com o tempo, esses analgésicos opiáceos passaram a ser receitados cada vez mais para problemas crônicos, como dor na coluna ou dor de cabeça, e muitos pacientes acabaram viciados.

Segundo o CDC, “o aumento da oferta, a queda nos preços e a pureza da heroína nos Estados Unidos” estão entre os principais motivos para o crescente uso da droga e aumento de overdoses.

Assim, uma droga que no passado era vista como exclusiva de junkies ou veteranos retornando da Guerra do Vietnã e restrita a grandes cidades acabou se infiltrando em comunidades de todo o país.

O alcance da epidemia faz com que ela cada vez mais seja reconhecida como um problema de saúde pública e acabou provocando mudanças no tom da campanha presidencial.

No fim do ano passado, em um vídeo que viralizou na internet, o governador de Nova Jersey, Chris Christie, falou sobre a morte de um colega de faculdade devido a overdose de opiáceos.

Na semana passada, a Casa Branca anunciou uma iniciativa para combater o problema em áreas rurais, envolvendo vários departamentos do governo, com coordenação do ministro de Agricultura, Tom Vilsack.

Especialistas concordam que prevenção e tratamento são as melhores maneiras de combater a epidemia.


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