{"id":10355,"date":"2014-10-30T12:10:41","date_gmt":"2014-10-30T16:10:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=10355"},"modified":"2014-10-30T12:10:41","modified_gmt":"2014-10-30T16:10:41","slug":"site-chines-lidera-volume-de-vendas-na-web-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2014\/10\/30\/site-chines-lidera-volume-de-vendas-na-web-brasileira\/","title":{"rendered":"Site chin\u00eas lidera volume de vendas na web brasileira"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-10356\" src=\"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/comercio-eletronico-ecommerce.jpg\" alt=\"comercio eletronico ecommerce\" width=\"300\" height=\"195\" \/>Nenhum site vende tanto na internet brasileira quanto o chin\u00eas AliExpress, parte do gigante Alibaba. Segundo o Ibope E-Commerce, a empresa \u00e9 l\u00edder em unidades vendidas no pa\u00eds, com 11 milh\u00f5es de pedidos entre julho e setembro, bem \u00e0 frente das 7,2 milh\u00f5es de unidades do segundo colocado, o grupo B2W, que re\u00fane as marcas Americanas.com e Submarino.<\/p>\n<p>A lideran\u00e7a em pedidos ainda est\u00e1 longe de se traduzir na dianteira que mais importa &#8211; em receita &#8211; porque o valor m\u00e9dio das compras no AliExpress \u00e9 de R$ 33, cerca de um d\u00e9cimo da compra m\u00e9dia feita na internet brasileira. Mesmo assim, o Ibope E-Commerce estima que o faturamento do AliExpress tenha sido de R$ 330 milh\u00f5es no terceiro trimestre. Se continuar no mesmo ritmo em 2015, ter\u00e1 faturamento bem acima de R$ 1 bilh\u00e3o em territ\u00f3rio brasileiro.<!--more--><\/p>\n<p>Segundo o presidente do instituto, Alexandre Crivellaro, a expans\u00e3o dos sites chineses no Pa\u00eds se intensificou em 2014. Desde janeiro, a audi\u00eancia do AliExpress mais do que dobrou no Pa\u00eds. Segundo o jornal o Estado de S. Paulo apurou, o investimento em m\u00eddia da empresa n\u00e3o chega a US$ 300 mil por m\u00eas &#8211; sites locais de grande porte investem, com facilidade, dez vezes mais.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um fen\u00f4meno do boca a boca&#8221;, diz Crivellaro, explicando a emerg\u00eancia do site chin\u00eas. Segundo ele, embora a empresa n\u00e3o tenha atendimento telef\u00f4nico em portugu\u00eas e as mercadorias muitas vezes demorem meses para chegar, a pol\u00edtica de trocas do Alibaba garante a devolu\u00e7\u00e3o do dinheiro caso o cliente afirme n\u00e3o ter recebido o produto &#8211; sem perguntas.<\/p>\n<p>Embora a pol\u00edtica de importa\u00e7\u00f5es do Brasil seja considerada restritiva, clientes de sites chineses ouvidos pelo Estado afirmam que raramente pagam impostos sobre os pedidos feitos. Isso ocorre, segundo fontes do setor de e-commerce, porque o Alibaba envia parte dos pacotes como encomendas de pessoas f\u00edsicas e tamb\u00e9m &#8220;fraciona&#8221; pedidos, j\u00e1 que o site \u00e9 um &#8220;marketplace&#8221; que re\u00fane diferentes vendedores &#8211; por isso, uma s\u00f3 compra pode ter v\u00e1rios fornecedores.<\/p>\n<p><strong>Competi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Embora os sites chineses sejam normalmente ligados a &#8220;quinquilharias tecnol\u00f3gicas&#8221; &#8211; cabos de alimenta\u00e7\u00e3o de energia, capinhas para celular, adaptadores -, este n\u00e3o \u00e9 o &#8220;carro-chefe&#8221; do AliExpress no Pa\u00eds. Quase dois ter\u00e7os das compras de brasileiros no site se concentram em moda e acess\u00f3rios. As mulheres, ali\u00e1s, concentram 60% dos pedidos de brasileiros no site.<\/p>\n<p>Esse dado p\u00f5e o AliExpress em rota de colis\u00e3o com as l\u00edderes do e-commerce de moda no Pa\u00eds, Netshoes e Dafiti. Para Philipp Povel, presidente da Dafiti, o AliExpress \u00e9 um concorrente que a empresa n\u00e3o pode combater em p\u00e9 de igualdade. &#8220;Trabalho com fornecedores brasileiros, tenho equipe de 1,8 mil pessoas e pago impostos&#8221;, diz o executivo. &#8220;Sou muito a favor da abertura de mercado. Mas, nesse caso, acho assim\u00e9trico.&#8221;<\/p>\n<p>Procurada pela reportagem para falar sobre a tributa\u00e7\u00e3o aos produtos vindos da China, a Receita Federal informou apenas que existe um sistema em desenvolvimento, parte de um acordo com o Alibaba, para agilizar as entregas. &#8220;Essa simplifica\u00e7\u00e3o ocorrer\u00e1 em fun\u00e7\u00e3o da an\u00e1lise pr\u00e9via das informa\u00e7\u00f5es, bem como da tributa\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica das encomendas.&#8221; O Alibaba n\u00e3o respondeu ao pedido de entrevista da reportagem.<\/p>\n<p>J\u00e1 os Correios afirmaram que, por enquanto, n\u00e3o h\u00e1 tratamento especial para as encomendas do Alibaba, embora isso possa mudar no futuro. A empresa afirma ainda que, desde 2009, o volume de encomendas de pequeno porte da China vem aumentando 100% ao ano. Segundo Pedro Guasti, diretor executivo da Ebit, empresa que re\u00fane informa\u00e7\u00f5es do setor de e-commerce, a defini\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica de tributa\u00e7\u00e3o para as compras em sites internacionais \u00e9 necess\u00e1ria, uma vez que um ter\u00e7o dos clientes do e-commerce nacional j\u00e1 comprou em sites de fora. Segundo a Ebit, os brasileiros gastaram US$ 5 bilh\u00f5es em sites internacionais em 2013, sobretudo na China. Neste ano, o e-commerce nacional dever\u00e1 movimentar R$ 35 bilh\u00f5es, segundo a empresa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nenhum site vende tanto na internet brasileira quanto o chin\u00eas AliExpress, parte do gigante Alibaba. Segundo o Ibope E-Commerce, a empresa \u00e9 l\u00edder em unidades vendidas no pa\u00eds, com 11 milh\u00f5es de pedidos entre julho e setembro, bem \u00e0 frente das 7,2 milh\u00f5es de unidades do segundo colocado, o grupo B2W, que re\u00fane as marcas Americanas.com e Submarino. 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