{"id":10472,"date":"2014-11-06T12:45:11","date_gmt":"2014-11-06T16:45:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=10472"},"modified":"2014-11-13T12:33:09","modified_gmt":"2014-11-13T16:33:09","slug":"mundo-tem-358-milhoes-de-escravos-modernos-no-brasil-sao-220-mil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2014\/11\/06\/mundo-tem-358-milhoes-de-escravos-modernos-no-brasil-sao-220-mil\/","title":{"rendered":"Mundo tem 35,8 milh\u00f5es de escravos modernos, no Brasil s\u00e3o 220 mil"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-10473\" src=\"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/escravidao.jpg\" alt=\"escravidao\" width=\"500\" height=\"334\" srcset=\"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/escravidao.jpg 500w, https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/11\/escravidao-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p>A pesquisa\u00a0de 2014\u00a0The Global Slavery Index,\u00a0da\u00a0Funda\u00e7\u00e3o Internacional\u00a0Walk Free, que revelou que existem no mundo 35,8 milh\u00f5es de pessoas\u00a0mantidas em situa\u00e7\u00e3o de escravid\u00e3o. O relat\u00f3rio ser\u00e1 lan\u00e7ado oficialmente em\u00a018 de novembro e a vers\u00e3o em portugu\u00eas ser\u00e1 apresentada em 1\u00ba de dezembro, no Rio de Janeiro, durante a entrega do Pr\u00eamio Jo\u00e3o Canuto, de direitos humanos.<\/p>\n<p>Entre as formas de escravid\u00e3o est\u00e3o o tr\u00e1fico de pessoas, o trabalho infantil, a explora\u00e7\u00e3o sexual, o recrutamento de pessoas para conflitos armados e o trabalho for\u00e7ado em condi\u00e7\u00f5es degradantes, com extensas jornadas, sob coer\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia, amea\u00e7a ou d\u00edvida fraudulenta.\u00a0<!--more--><\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0\u00a0<em>Ag\u00eancia Brasil,\u00a0<\/em>Diana Maggiore,\u00a0representante da Walk Free no Brasil, disse que\u00a0o n\u00famero de pessoas escravizadas cresceu 20%, em rela\u00e7\u00e3o aos 29,8 milh\u00f5es de pessoas apontadas no\u00a0The Global Slavery Index 2013.<\/p>\n<p>No Brasil h\u00e1 cerca de 220 mil pessoas trabalhando em regime de escravid\u00e3o. Maggiore explicou que, em 2013, pela primeira vez, o n\u00famero de pessoas resgatadas de situa\u00e7\u00f5es de escravid\u00e3o no setor urbano foi maior que no setor rural no pa\u00eds. \u201cPor causa dos eventos esportivos, tivemos muitos registros na constru\u00e7\u00e3o civil e a tend\u00eancia deve continuar at\u00e9 as Olimp\u00edadas. O Brasil est\u00e1 crescendo, daqui a alguns anos pode ser diferente\u201d, disse.<\/p>\n<p>Os \u00faltimos dados da\u00a0Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), de 2012,\u00a0apontam que quase 21 milh\u00f5es de crian\u00e7as e adultos est\u00e3o presos em regimes de escravid\u00e3o em todo o mundo. O maior n\u00famero deles\u00a0est\u00e1 na \u00c1sia e regi\u00e3o do Pac\u00edfico, com 11,7 milh\u00f5es de pessoas nessas condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No \u00faltimo dia 23 de outubro um caso se propagou rapidamente no pa\u00eds.\u00a0A\u00a0advogada\u00a0Sandra Miranda, de Bras\u00edlia, recebeu uma encomenda do\u00a0site\u00a0chin\u00eas AliExpress\u00a0com um pedido de socorro: \u201cI slave. Help me (Sou escravo, ajude-me)\u201d, provavelmente de quem embalou a encomenda escreveu a nota.<\/p>\n<p>O grupo Alibaba, que controla o AliExpress, diz que o caso est\u00e1 sendo investigado. Segundo Sandra, um representante da empresa explicou que o site apenas revende os produtos que j\u00e1 chegam embalados de diversas f\u00e1bricas e que precisaria rastrear de qual vendedor veio a mercadoria. A Embaixada da China no Brasil disse que\u00a0o pa\u00eds asi\u00e1tico tem leis que pro\u00edbem rigorosamente o trabalho escravo e\u00a0um \u00f3rg\u00e3o atua na\u00a0sua erradica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo Luiz Machado, coordenador Nacional do Programa de Combate ao Trabalho For\u00e7ado da OIT no Brasil,\u00a0o perfil de trabalhadores escravizados na \u00c1sia n\u00e3o \u00e9 muito diferente de outros lugares do mundo. S\u00e3o pessoas pobres, a maioria mulheres e crian\u00e7as, por serem mais vulner\u00e1veis, que geralmente migram do seu local de origem, dentro do pr\u00f3prio pa\u00eds ou n\u00e3o, por conta pr\u00f3pria ou for\u00e7ados, e sem educa\u00e7\u00e3o formal aceitam qualquer proposta de trabalho; podem ser enganadas ou ter a liberdade cerceada e acabam aceitando a explora\u00e7\u00e3o por ser a \u00fanica forma de ganhar um pouco de dinheiro ou comida.<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 um dos pouqu\u00edssimos pa\u00edses que tem estrutura espec\u00edfica de combate ao trabalho escravo &#8211; grupos de fiscaliza\u00e7\u00e3o m\u00f3vel do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego, em parceria com a Pol\u00edcia Federal. De 1995 at\u00e9 2013,\u00a0quase 47 mil v\u00edtimas foram resgatadas\u00a0da situa\u00e7\u00e3o de escravid\u00e3o no Brasil, entre brasileiros e estrangeiros. Historicamente, os setores agropecu\u00e1rio e sucroalcooleiro s\u00e3o os que mais aparecem na lista suja do trabalho escravo, mas a constru\u00e7\u00e3o civil e a moda v\u00eam ganhando destaque.<\/p>\n<p>Para o coordenador da OIT no Brasil, o pa\u00eds deve se preparar para enfrentar a quest\u00e3o da imigra\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que cada vez mais latino-americanos, africanos e asi\u00e1ticos est\u00e3o vindo em busca de trabalho. \u201cN\u00e3o h\u00e1 um processo ainda desburocratizado para apoiar o trabalhador migrante. O\u00a0Estatuto do Estrangeiro, de 1980, tem que ser revisado e adequado ao novo cen\u00e1rio global de fronteiras\u201d, argumentou Machado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pesquisa\u00a0de 2014\u00a0The Global Slavery Index,\u00a0da\u00a0Funda\u00e7\u00e3o Internacional\u00a0Walk Free, que revelou que existem no mundo 35,8 milh\u00f5es de pessoas\u00a0mantidas em situa\u00e7\u00e3o de escravid\u00e3o. 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