{"id":12714,"date":"2015-03-05T12:10:17","date_gmt":"2015-03-05T16:10:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=12714"},"modified":"2015-03-12T08:38:42","modified_gmt":"2015-03-12T12:38:42","slug":"brasil-no-lamacal-the-economist-diz-que-economia-brasileira-esta-uma-bagunca-e-chama-dilma-rousseff-de-fraca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2015\/03\/05\/brasil-no-lamacal-the-economist-diz-que-economia-brasileira-esta-uma-bagunca-e-chama-dilma-rousseff-de-fraca\/","title":{"rendered":"&#8216;Brasil no lama\u00e7al&#8217;: The Economist diz que economia brasileira est\u00e1 &#8216;uma bagun\u00e7a&#8217; e chama Dilma Rousseff de &#8216;fraca&#8217;"},"content":{"rendered":"<p><img class=\"alignnone size-full wp-image-12715\" src=\"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/brasil.jpg\" alt=\"brasil\" width=\"500\" srcset=\"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/brasil.jpg 570w, https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/brasil-300x125.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><\/p>\n<p>O in\u00edcio do segundo mandato da presidente\u00a0Dilma Rousseff\u00a0est\u00e1 sendo muito mal avaliado pela imprensa especializada estrangeira. Depois de o Financial Times listar &#8220;10 boas raz\u00f5es&#8221; para a petista deixar o poder, agora uma reportagem de capa da The Economist enfatiza a &#8220;bagun\u00e7a&#8221; que domina a pol\u00edtica e economia brasileiras.<\/p>\n<p>A\u00a0vers\u00e3o latino-americana da revista, que chegou \u00e0s bancas na quinta-feira (26), traz na capa a manchete\u00a0&#8220;Atoleiro do Brasil&#8221;. O editorial destaca que a estagna\u00e7\u00e3o do pa\u00eds em 2013 est\u00e1 se transformando em recess\u00e3o, com altas taxas de\u00a0infla\u00e7\u00e3o\u00a0e inadimpl\u00eancia e redu\u00e7\u00e3o no volume de investimentos.<!--more--><\/p>\n<p>O cen\u00e1rio piora, segundo a The Economist, com &#8220;o vasto esc\u00e2ndalo de corrup\u00e7\u00e3o&#8221; na Petrobras, que envolve\u00a0propina bilion\u00e1ria\u00a0distribu\u00edda entre pol\u00edticos petistas e dos partidos da base governista.<\/p>\n<p>A revista confronta o cen\u00e1rio atual com o Brasil que Dilma vendeu durante a campanha eleitoral\u00a0do ano passado:<\/p>\n<p>&#8220;Enquanto fazia campanha por um segundo mandato, nas elei\u00e7\u00f5es, Dilma Rousseff pintou um retrato cor-de-rosa da s\u00e9tima maior economia do mundo. Altos \u00edndices de emprego, sal\u00e1rios crescentes e benef\u00edcios sociais que eram amea\u00e7ados apenas pelos planos neoliberais nefastos de seus oponentes, como ela dizia. Com apenas dois meses de seu mandato, os brasileiros j\u00e1 perceberam que foram atra\u00eddos por falsas promessas.&#8221;<\/p>\n<p>Para a The Economist, escapar desse &#8220;atoleiro&#8221; seria complicado para l\u00edderes pol\u00edticos fortes. &#8220;Rousseff, entretanto, \u00e9 fraca&#8221;, dispara, apoiando-se na disputa acirrada entre ela e o senador\u00a0A\u00e9cio Neves, candidato a presidente pelo PSDB, e\u00a0na queda da popularidade da presidente\u00a0neste come\u00e7o de ano, medida pelo\u00a0Datafolha.<\/p>\n<p>Essa &#8220;fragilidade pol\u00edtica&#8221; ficou ainda mais escancarada com a derrota de Dilma na disputa pela presid\u00eancia da C\u00e2mara dos Deputados.\u00a0Eduardo Cunha\u00a0(PMDB-RJ) bateu com folga\u00a0Arlindo Chinaglia\u00a0(PT-SP) e &#8220;vai perseguir a agenda dele, n\u00e3o dela&#8221;, sublinha a revista. &#8220;N\u00e3o ser\u00e1 a primeira vez que o Brasil poder\u00e1 viver um per\u00edodo de governo semi-parlamentarista.&#8221;<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o maior teste do Brasil desde o in\u00edcio dos anos 90, de acordo com a The Economist. &#8220;Ela [Dilma] precisa levar o Pa\u00eds para uma dire\u00e7\u00e3o inteiramente nova.&#8221;<\/p>\n<p>Uma nova onda de\u00a0protestos\u00a0contra a corrup\u00e7\u00e3o e a m\u00e1 qualidade de servi\u00e7os p\u00fablicos, como em 2013, pode custar o mandato de Dilma, alerta a revista.<\/p>\n<p>A revista v\u00ea com simpatia o nome do ministro da Fazenda,\u00a0Joaquim Levy e seus esfor\u00e7os de ajuste fiscal e de aproxima\u00e7\u00e3o com mercado e investidores:<\/p>\n<p>&#8220;Agora, ele [Levy] \u00e9 indispens\u00e1vel. Ele deveria construir pontes com [Eduardo] Cunha, deixando claro que se o Congresso Nacional tentar precificar apoio pol\u00edtico, isso levar\u00e1 a cortes em outros lugares do Or\u00e7amento. A recupera\u00e7\u00e3o da responsabilidade fiscal deve ser permanente para a confian\u00e7a dos neg\u00f3cios e o retorno dos investimentos. Quanto mais cedo o ajuste fiscal estiver valendo, mais cedo o Banco Central poder\u00e1 iniciar o corte na taxa de juros.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O in\u00edcio do segundo mandato da presidente\u00a0Dilma Rousseff\u00a0est\u00e1 sendo muito mal avaliado pela imprensa especializada estrangeira. Depois de o Financial Times listar &#8220;10 boas raz\u00f5es&#8221; para a petista deixar o poder, agora uma reportagem de capa da The Economist enfatiza a &#8220;bagun\u00e7a&#8221; que domina a pol\u00edtica e economia brasileiras. A\u00a0vers\u00e3o latino-americana da revista, que chegou \u00e0s bancas na quinta-feira (26), traz na capa a manchete\u00a0&#8220;Atoleiro do Brasil&#8221;. 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