{"id":12726,"date":"2015-03-05T12:20:09","date_gmt":"2015-03-05T16:20:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=12726"},"modified":"2015-03-05T12:20:09","modified_gmt":"2015-03-05T16:20:09","slug":"paracetamol-em-excesso-expoe-pacientes-a-riscos-alertam-cientistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2015\/03\/05\/paracetamol-em-excesso-expoe-pacientes-a-riscos-alertam-cientistas\/","title":{"rendered":"Paracetamol em excesso exp\u00f5e pacientes a riscos, alertam cientistas"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-12727\" src=\"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/paracetamol.jpg\" alt=\"AVDM-Olie\" width=\"500\" height=\"355\" srcset=\"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/paracetamol.jpg 500w, https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/paracetamol-300x213.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p>Pesquisadores de Leeds (Inglaterra) alertaram na ter\u00e7a-feira para a possibilidade de m\u00e9dicos subestimarem os riscos a que est\u00e3o expostos seus pacientes com o uso prolongado do paracetamol, o mais popular entre os analg\u00e9sicos.<\/p>\n<p>Doentes cr\u00f4nicos que recorrem ao medicamento &#8211; usualmente, pessoas que costumam ingeri-lo diariamente e em grande quantidade por v\u00e1rios anos &#8211; tendem a aumentar o risco de morrer ou ent\u00e3o desenvolver problemas renais, intestinais e card\u00edacos, afirmaram os estudiosos.<!--more--><\/p>\n<p>Liderada por Philip Conaghan, no Instituto de Medicina Reum\u00e1tica e M\u00fasculo-esquel\u00e9tica, a equipe analisou dados a partir de oito estudos j\u00e1 publicados sobre o uso frequente de paracetamol.<\/p>\n<p>Os dados dispon\u00edveis referem-se apenas a pessoas que tiveram o rem\u00e9dio receitado por um m\u00e9dico e n\u00e3o inclu\u00edram quem compra na farm\u00e1cia por conta pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>Um desses oito estudos tinha constatado uma taxa maior de letalidade, de at\u00e9 63%, comparando usu\u00e1rios do paracetamol com quem n\u00e3o tinha sido receitado no per\u00edodo em que o estudo foi realizado.<\/p>\n<p>Outras quatro pesquisas conclu\u00edram elevado risco de problemas cardiovasculares, variando de 19% a 68%. O risco de hemorragia gastrointestinal e outros efeitos colaterais no intestino chegou ao m\u00e1ximo de 49%.<\/p>\n<p>Por fim, em tr\u00eas dos trabalhos acad\u00eamicos referenciados houve acordo quanto \u00e0 ingest\u00e3o de paracetamol causar problemas no sistema renal.<\/p>\n<p>Em todos os casos, os riscos se relacionavam com a quantidade de rem\u00e9dio ingerido &#8211; em outras palavras, quanto maior a dose, maior o risco, como publicado no jornal brit\u00e2nico Annals of the Rheumatic Diseases (Anais de Doen\u00e7as Reum\u00e1ticas).<\/p>\n<p>&#8220;Mesmo o risco sendo baixo na maior parte das vezes, os m\u00e9dicos deveriam ser cautelosos ao receitar a droga&#8221;, alertaram os pesquisadores. &#8220;N\u00f3s acreditamos que o risco real da prescri\u00e7\u00e3o do paracetamol seja maior do que percebido atualmente pela comunidade cl\u00ednica. Justifica-se uma revis\u00e3o sist\u00eamica da efic\u00e1cia e da toler\u00e2ncia em condi\u00e7\u00f5es individuais&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>Eles explicaram que a an\u00e1lise n\u00e3o foi conclusiva a respeito do fato se morte prematura e problemas de sa\u00fade seriam causados por uma doen\u00e7a subjacente mais do que pelo paracetamol.<\/p>\n<p>&#8220;O paracetamol ainda \u00e9 o analg\u00e9sico mais seguro, e este estudo n\u00e3o deveria fazer com que as pessoas parem de tom\u00e1-lo&#8221;, disse Nick Bateman, professor em toxicologia cl\u00ednica na Universidade de Edimburgo (Esc\u00f3cia). &#8220;De posse desses resultados, \u00e9 aconselhada a menor dosagem em um tempo mais curto e necess\u00e1rio&#8221;, contou ele ao Centro Brit\u00e2nico de M\u00eddia Cient\u00edfica. &#8220;Este \u00e9 o senso comum para todos os rem\u00e9dios&#8221;, finalizou.<\/p>\n<p>Outro especialista no tema, o professor Seif Shaheen, na \u00e1rea de epidemiologia respirat\u00f3ria na Universidade Queen Mary (Londres), concordou com Bateman ao afirmar que &#8220;a revis\u00e3o sobre os efeitos do rem\u00e9dio, dadas as limita\u00e7\u00f5es, n\u00e3o fortaleceu a evid\u00eancia de efeitos prejudiciais causadas pelo paracetamol&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Por\u00e9m&#8221;, acrescentou, &#8220;seria prudente realizar novas e rigorosas pesquisas sobre poss\u00edveis efeitos prejudiciais em torno da droga, usada com frequ\u00eancia&#8221;.<\/p>\n<p>Amplamente recomendado como o primeiro passo para acabar com v\u00e1rias dores, o paracetamol \u00e9 tido por muitas pessoas como mais seguro do que aspirina e ibuprofeno.<\/p>\n<p>O novo estudo levou a outras conclus\u00f5es na pesquisa: na compara\u00e7\u00e3o com outros rem\u00e9dios, o paracetamol pode n\u00e3o ter qualquer vantagem para o tratamento de osteoartrite, reumatismo e dores agudas na coluna lombar.<\/p>\n<p>\u00c0 luz disso, &#8220;deve-se levar em conta um uso mais cauteloso&#8221;, como sustentado no artigo. &#8220;Os m\u00e9dicos devem estar atentos \u00e0s rea\u00e7\u00f5es individuais de cada paciente ao paracetamol, observando o aumento no grau de toxicidade quando a dosagem for maior e por um per\u00edodo regular&#8221;.<\/p>\n<p>O estudo na \u00edntegra est\u00e1 dispon\u00edvel no &lt;http:\/\/ard.bmj.com\/content\/early\/2015\/02\/09\/annrheumdis-2014-206914.full.pdf+html&gt;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores de Leeds (Inglaterra) alertaram na ter\u00e7a-feira para a possibilidade de m\u00e9dicos subestimarem os riscos a que est\u00e3o expostos seus pacientes com o uso prolongado do paracetamol, o mais popular entre os analg\u00e9sicos. 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