{"id":1342,"date":"2013-06-27T11:55:06","date_gmt":"2013-06-27T15:55:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=1342"},"modified":"2013-06-27T12:46:43","modified_gmt":"2013-06-27T16:46:43","slug":"apos-pressao-popular-pec-37-e-derrubada-no-congresso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2013\/06\/27\/apos-pressao-popular-pec-37-e-derrubada-no-congresso\/","title":{"rendered":"Ap\u00f3s press\u00e3o popular, PEC 37 \u00e9 derrubada no Congresso"},"content":{"rendered":"<p>Com as galerias tomadas de promotores e procuradores, a C\u00e2mara derrubou por 430 votos a 9 \u2013 e duas absten\u00e7\u00f5es \u2013 a proposta de emenda constitucional que reduzia o poder de investiga\u00e7\u00e3o criminal do Minist\u00e9rio P\u00fablico (a PEC 37). A vota\u00e7\u00e3o, e em especial o placar, foi uma clara resposta \u00e0 press\u00e3o das ruas ao Congresso. A PEC 37 era uma das mat\u00e9rias em tramita\u00e7\u00e3o na Casa mais atacada pelas recentes manifesta\u00e7\u00f5es nas ruas do Pa\u00eds.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-1343\" alt=\"pec 37 protesto\" src=\"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/pec-37-protesto.jpg\" width=\"500\" height=\"375\" srcset=\"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/pec-37-protesto.jpg 500w, https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/pec-37-protesto-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p>O presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), chegou a anunciar que a vota\u00e7\u00e3o ocorreria no dia 3 de julho, mas a aprecia\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria foi antecipada para atender o \u201cclamor das ruas\u201d. Com a pauta de vota\u00e7\u00f5es do dia cheia de projetos, Alves chegou a adotar uma manobra regimental para garantir que a PEC 37 fosse apreciada \u2013 e derrubada \u2013 ainda nesta ter\u00e7a-feira, 25.<!--more--><\/p>\n<p>Ao final da sess\u00e3o ordin\u00e1ria que debatia do projeto que destina os royalties do petr\u00f3leo para a educa\u00e7\u00e3o, Alves interrompeu a vota\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria e convocou uma sess\u00e3o extraordin\u00e1ria para discutir exclusivamente a PEC 37. Dessa maneira evitou-se o risco de que, caso a vota\u00e7\u00e3o dos royalties avan\u00e7asse madrugada adentro, a aprecia\u00e7\u00e3o da PEC 37 fosse prejudicada por falta de qu\u00f3rum.<\/p>\n<p>Falta de consenso. Para tentar alcan\u00e7ar um texto de acordo no tema pol\u00eamico, foi constitu\u00eddo um grupo de trabalho coordenado pelo Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e que contou com a participa\u00e7\u00e3o de parlamentares, delegados e procuradores. Mas n\u00e3o houve consenso. Ao iniciar a sess\u00e3o para debater a PEC, Alves disse que a Casa trabalhou por um acordo entre as duas corpora\u00e7\u00f5es \u2013 pol\u00edcia e Promotoria.<\/p>\n<p>Parlamentares admitiram que a press\u00e3o popular foi fundamental para derrubar a proposta. \u201cIsso n\u00e3o aconteceria sem as ruas\u201d, avaliou o deputado Walter Feldman (PSDB-SP), para quem, sem as manifesta\u00e7\u00f5es nas ruas, ao menos 70% dos deputados apoiariam a aprova\u00e7\u00e3o da PEC. A mesma opini\u00e3o veio do PSOL. A aprova\u00e7\u00e3o s\u00f3 foi poss\u00edvel por conta do acordo entre os partidos para votar, mais adiante, projetos que regulamentam os procedimentos de investiga\u00e7\u00e3o do MP.<\/p>\n<p>Na sess\u00e3o de ter\u00e7a-feira, cada deputado que advogou a queda da PEC foi ovacionado e fortemente aplaudido pelos promotores nas galerias.<\/p>\n<p>\u201c(O presidente Henrique Eduardo Alves), escutando o que est\u00e1 dizendo as ruas, resolveu trazer a pauta \u00e0 vota\u00e7\u00e3o mesmo sabendo que o processo n\u00e3o se encerrar\u00e1\u201d, disse o l\u00edder peemedebista na C\u00e2mara, Eduardo Cunha (RJ). \u201cPrecisamos regulamentar (a investiga\u00e7\u00e3o criminal) e um projeto j\u00e1 foi apresentado para buscar o debate\u201d, disse Cunha, aplaudido.<\/p>\n<p>O projeto citado \u00e9 de autoria do l\u00edder do PSDB, Carlos Sampaio (SP). \u201cO objetivo \u00e9 estabelecer um regramento nacional, unifica\u00e7\u00e3o do procedimento de investiga\u00e7\u00e3o para promotores e delegados. N\u00e3o retira e nem restringe o poder de investiga\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico. Apenas estabelece regras\u201d, defendeu.<\/p>\n<p>O autor da PEC 37, deputado Lourival Mendes (PT do B-MA), foi vaiado ao subiu \u00e0 tribuna para defender o projeto. \u201cN\u00e3o \u00e9 a PEC da impunidade. Lamentavelmente a PEC foi rotulada de algo que nada tem a ver com o seu objetivo. Ela o estado jur\u00eddico do Brasil.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com as galerias tomadas de promotores e procuradores, a C\u00e2mara derrubou por 430 votos a 9 \u2013 e duas absten\u00e7\u00f5es \u2013 a proposta de emenda constitucional que reduzia o poder de investiga\u00e7\u00e3o criminal do Minist\u00e9rio P\u00fablico (a PEC 37). A vota\u00e7\u00e3o, e em especial o placar, foi uma clara resposta \u00e0 press\u00e3o das ruas ao Congresso. A PEC 37 era uma das mat\u00e9rias em tramita\u00e7\u00e3o na Casa mais atacada pelas recentes manifesta\u00e7\u00f5es nas ruas do Pa\u00eds. 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