{"id":13653,"date":"2015-04-23T09:14:43","date_gmt":"2015-04-23T13:14:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=13653"},"modified":"2015-04-23T09:14:43","modified_gmt":"2015-04-23T13:14:43","slug":"lea-campos-se-queremos-podemos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2015\/04\/23\/lea-campos-se-queremos-podemos\/","title":{"rendered":"L\u00e9a Campos: Se Queremos Podemos"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-81\" src=\"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/lea_campos-300x200.jpg\" alt=\"lea_campos\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/lea_campos-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/lea_campos.jpg 507w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Uma coisa \u00e9 lutar sozinha contra muitos, outra bem diferente \u00e9 a luta de muitos contra poucos.<\/p>\n<p>\u00c9 uma minoria que \u00e9 contra a inclus\u00e3o do futebol feminino no cen\u00e1rio futebol\u00edstico brasileiro, por isso nossa chance de vit\u00f3ria \u00e9 muito grande.<\/p>\n<p>Quando iniciei minha caminhada no futebol feminino, minha primeira meta foi a arbitragem.<!--more--><\/p>\n<p>Foram quatro anos de muita luta, provando o desnecess\u00e1rio para conseguir meu objetivo e minha insist\u00eancia foi recompensada.<\/p>\n<p>Com esta etapa vencida, comecei a lutar pelo futebol feminino, que por muitas vezes me causou problemas.<\/p>\n<p>Uma caminhada que teve seu in\u00edcio na d\u00e9cada de 60 persistiu at\u00e9 a d\u00e9cada de 80.<\/p>\n<p>Primeiro a Constitui\u00e7\u00e3o em seu Decreto Lei 3.199 art. 54 de 1941, proibia que a mulher participasse de diversas modalidades esportivas, entre elas o futebol.<\/p>\n<p>Para n\u00e3o nadar contra a mar\u00e9, o Conselho Nacional de Desportos, \u00f3rg\u00e3o da CBF, apoiava e dificultava o m\u00e1ximo que podia, sem querer fazer uma abertura para as mulheres no futebol. Somente em 1979 a dita proibi\u00e7\u00e3o do CND caiu depois de mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>Liberado, \u00a0as equipes come\u00e7aram a surgir, algumas apadrinhadas por equipes profissionais, outras sem apoio lutaram at\u00e9 onde puderam.<\/p>\n<p>As competi\u00e7\u00f5es foram feitas, mas em definitivo o futebol feminino n\u00e3o decolou como precisava e aos poucos foi desaparecendo. As jogadoras que melhor se mostravam foram jogar fora do pa\u00eds, o que foi enfraquecendo ainda mais o sonho de quem lutava pelo futebol feminino.<\/p>\n<p>Hoje s\u00e3o poucos os clubes que ainda acreditam na viabilidade do futebol feminino. Os dirigentes de times profissionais n\u00e3o querem investir no feminino por n\u00e3o acreditar no retorno financeiro, mas se fossem um pouquinho mais inteligentes usariam o futebol feminino para aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o que anda t\u00e3o baixa.<\/p>\n<p>Para isso bastaria apoiar o futebol feminino e em concord\u00e2ncia com a CBF promover os jogos femininos nas preliminares dos jogos profissionais.<\/p>\n<p>N\u00e3o se pode descartar uma ideia antes de test\u00e1-la.<\/p>\n<p>A imprensa precisa apoiar nosso movimento e incentivar os clubes para apoiarem o futebol feminino.<\/p>\n<p>A m\u00eddia tem um conceito equivocado sobre o futebol feminino. Se colocar \u00e0 venda as transmiss\u00f5es conjuntas masculino feminino certamente ter\u00e3o um retorno maior.<\/p>\n<p>Se o futebol feminino fosse deficit\u00e1rio n\u00e3o seria apoiado em todo o mundo, n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o cultural e sim a cultura do medo, os que s\u00e3o contra a inclus\u00e3o do futebol feminino sabem que quando a mulher se prop\u00f5e a fazer algo o faz bem feito, esses pseudo-machistas t\u00eam medo de perder espa\u00e7o para o futebol feminino.<\/p>\n<p>Se estou equivocada provem o contr\u00e1rio e serei humilde o suficiente para me desculpar.<\/p>\n<p>O futebol masculino, decepcionou o brasileiro, (quem n\u00e3o se lembra do vergonha\u00e7o 7 x 1? ) \u00a0Quem sabe o feminino recupera a honra do esporte que mais amamos: o futebol e recoloca o masculino novamente em seu patamar?<\/p>\n<p>Al\u00e9m do mais a pr\u00e1tica de esporte seria uma forma de tirar tantas meninas das ruas, onde est\u00e3o se prostituindo e enveredando no crime e na droga.<\/p>\n<p>Por tentar n\u00e3o pagam nada.<\/p>\n<p>Mulheres de fibra como a ga\u00facha Silvana Goellner \u00a0e Lu Castro entre outras, acreditam ainda que sim, \u00e9 poss\u00edvel reviver o futebol feminino em todo o pa\u00eds e n\u00e3o isoladamente como ocorre hoje.<\/p>\n<p>A prova desta cren\u00e7a est\u00e1 no Museu do futebol em S\u00e3o Paulo, que resolveu abrir espa\u00e7o para o &#8220;Visibilidade para o Futebol Feminino&#8221;, o que ocorrer\u00e1 dia 19 de maio.<\/p>\n<p>\u00c9 uma chance que n\u00e3o podemos deixar passar.<\/p>\n<p>Temos que nos unir e lutar juntas. A meta \u00e9 uma s\u00f3: fazer renascer o futebol feminino no Brasil.<\/p>\n<p>Vamos unir for\u00e7as ao sonho de tantas meninas que querem ser a Marta do futuro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Informar \u00e9 um privil\u00e9gio, informar corretamente uma obriga\u00e7\u00e3o.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>L\u00e9a Campos<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma coisa \u00e9 lutar sozinha contra muitos, outra bem diferente \u00e9 a luta de muitos contra poucos. \u00c9 uma minoria que \u00e9 contra a inclus\u00e3o do futebol feminino no cen\u00e1rio futebol\u00edstico brasileiro, por isso nossa chance de vit\u00f3ria \u00e9 muito grande. 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