{"id":16660,"date":"2015-09-03T13:26:11","date_gmt":"2015-09-03T17:26:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=16660"},"modified":"2015-09-03T13:26:11","modified_gmt":"2015-09-03T17:26:11","slug":"saiba-o-impacto-do-excesso-de-acucar-no-organismo-e-como-diminuir-o-consumo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2015\/09\/03\/saiba-o-impacto-do-excesso-de-acucar-no-organismo-e-como-diminuir-o-consumo\/","title":{"rendered":"Saiba o impacto do excesso de a\u00e7\u00facar no organismo e como diminuir o consumo"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-16661\" src=\"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/acucar.jpg\" alt=\"acucar\" width=\"500\" height=\"332\" srcset=\"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/acucar.jpg 500w, https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/acucar-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p>Quindim, torta de lim\u00e3o, chocolate, merengue e brigadeiro. Se voc\u00ea salivou s\u00f3 ao ler essas palavras, tem grandes chances de fazer parte de uma legi\u00e3o de aficionados por doces. \u00c9 o caso da estudante de engenharia ambiental da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Mayara Correa Lima, 24 anos, que n\u00e3o se contenta apenas com as guloseimas prontas: gosta mesmo de uma colher de a\u00e7\u00facar puro.<!--more--><\/p>\n<p>Pode parecer incomum, mas casos com o de Mayara est\u00e3o espalhados n\u00e3o s\u00f3 pelo Brasil, como pelo mundo. Nos \u00faltimos anos, pesquisas t\u00eam apontado este carboidrato cristalizado comest\u00edvel como um grande vil\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o. O efeito de depend\u00eancia que o a\u00e7\u00facar provoca seria semelhante ao de outras drogas, como tabaco, \u00e1lcool e coca\u00edna. At\u00e9 a forma de extra\u00e7\u00e3o da natureza \u00e9 parecida: o princ\u00edpio ativo de uma planta \u00e9 transformado em um p\u00f3 fino e branco que vicia e d\u00e1 energia.<\/p>\n<p>Por n\u00e3o conter nenhum nutriente, o a\u00e7\u00facar \u00e9 rapidamente digerido pelo organismo e transformado em glicose, que libera energia para as c\u00e9lulas trabalharem. Se consumido em excesso, gera, portanto, uma quantidade desnecess\u00e1ria de combust\u00edvel. \u00c9 quando um sistema de regulagem entra em a\u00e7\u00e3o: o p\u00e2ncreas produz insulina para regular a taxa de glicose no sangue. E a libera\u00e7\u00e3o deste horm\u00f4nio al\u00e9m do necess\u00e1rio gera aumento de peso.<\/p>\n<p><strong>As explica\u00e7\u00f5es para o v\u00edcio <\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><br \/>\nO a\u00e7\u00facar vicia porque interage no c\u00e9rebro com neuropept\u00eddeos, subst\u00e2ncias que levam a um sistema de depend\u00eancia. O \u00f3rg\u00e3o central do sistema nervoso registra que este tipo de carboidrato \u00e9 uma fonte r\u00e1pida de energia e torna a requisit\u00e1-lo quando h\u00e1 falta de alimentos.<\/p>\n<p>O excesso de a\u00e7\u00facar branco \u00e9 considerado um destruidor da flora intestinal boa e, al\u00e9m disso, diminui a barreira protetora intestinal, explica a nutricionista e professora da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Gilberti H\u00fcbscher. Com isso, diminui a capacidade de gest\u00e3o de quebra das mol\u00e9culas dos alimentos, a capacidade de absorver os nutrientes e os mecanismos de imunidade do corpo.<\/p>\n<p>\u2014 O consumo di\u00e1rio deveria ser zero. N\u00e3o precisamos de a\u00e7\u00facar branco porque ele n\u00e3o tem valor nutricional, apenas valor energ\u00e9tico, que podemos encontrar em outros alimentos \u2014 afirma Gilberti.<\/p>\n<p><strong>Luta di\u00e1ria para fugir da compuls\u00e3o <\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><br \/>\nOs efeitos causados pelo consumo exagerado de a\u00e7\u00facar s\u00e3o conhecidos de perto pela estudante Mayara Lima: o pai \u00e9 obeso e a fam\u00edlia tem hist\u00f3rico de diabetes. Por isso, desde os 14 anos se consulta com um endocrinologista para alterar os h\u00e1bitos alimentares. A colher de a\u00e7\u00facar foi trocada pelo mel, mas ela confessa que eventualmente escorrega na dieta.<\/p>\n<p><strong>Tra\u00e7os da depend\u00eancia <\/strong><\/p>\n<p>&gt; Se voc\u00ea tenta diminuir a dose de a\u00e7\u00facar e sente sintomas de abstin\u00eancia, como dor de cabe\u00e7a, desconforto, falta de motiva\u00e7\u00e3o, cansa\u00e7o, altera\u00e7\u00e3o do sono, inapet\u00eancia (falta de vontade de comer) e hiperfagia (vontade de comer demais), h\u00e1 fortes ind\u00edcios de que voc\u00ea \u00e9 dependente do a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>&gt; Outro tra\u00e7o \u00e9 que outras pessoas, como familiares e amigos, reclamem do consumo abusivo das guloseimas, afirma a psiquiatra Carla Bicca, especialista em depend\u00eancias qu\u00edmicas e terapeuta cognitiva.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quindim, torta de lim\u00e3o, chocolate, merengue e brigadeiro. 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