{"id":23104,"date":"2016-06-16T15:33:51","date_gmt":"2016-06-16T19:33:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=23104"},"modified":"2016-06-16T15:33:51","modified_gmt":"2016-06-16T19:33:51","slug":"ha-6-000-anos-mortos-eram-cortados-em-pedacos-antes-do-enterro-diz-estudo-arqueologico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2016\/06\/16\/ha-6-000-anos-mortos-eram-cortados-em-pedacos-antes-do-enterro-diz-estudo-arqueologico\/","title":{"rendered":"H\u00e1 6.000 anos, mortos eram cortados em peda\u00e7os antes do enterro, diz estudo arqueol\u00f3gico"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-23105\" src=\"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/mortos-do-neolitico.jpg\" alt=\"mortos-do-neolitico\" width=\"500\" height=\"394\" srcset=\"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/mortos-do-neolitico.jpg 500w, https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/mortos-do-neolitico-300x236.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p>Normalmente, quando um ente querido morre os parentes consideram a crema\u00e7\u00e3o ou o enterro tradicional como meio de fornecer a eles um descanso final.<\/p>\n<p>Contudo, alguns brit\u00e2nicos que viveram durante o per\u00edodo Neol\u00edtico podem ter tomado uma atitude mais \u201cviolenta\u201d em rela\u00e7\u00e3o a ideia de enterro: o morto era amarrado, cortado em peda\u00e7os e seus restos misturados aos ossos eram jogados em um po\u00e7o.<!--more--><\/p>\n<p>Essa descoberta foi feita a partir de escava\u00e7\u00f5es realizadas no pr\u00e9-hist\u00f3rico arquip\u00e9lago de \u00d3rcades ao norte da Esc\u00f3cia. Uma an\u00e1lise forense revelou que as \u201c\u2019marcas de corte e de raspagem encontradas s\u00e3o evid\u00eancias de desmembramentos. Logo, os estudiosos, a princ\u00edpio, acreditavam que esse ritual, realizado h\u00e1 6.000 anos, era feito para preservar a identidade dessas pessoas como indiv\u00edduos. Isso porque, no passado, os mortos eram considerados como um grupo coletivo. As ilhas de \u00d3rcades s\u00e3o o lar de pelo menos 72 tumbas, conhecidas como \u2018cairns\u2019, que datam 4.000 anos a.C. Esses cemit\u00e9rios t\u00eam sido o foco de dezenas de estudos arqueol\u00f3gicos ao longo dos anos, com especialistas debatendo os misteriosos detalhes de como esses antigos enterravam os seus mortos.<\/p>\n<p>Os rituais, considerados extremos para os dias de hoje, podem ter sido bem comuns nessas regi\u00f5es no passado. Os pesquisadores ainda argumentam sobre se os desmembramentos eram feitos de forma comum ou se os mortos ainda eram comidos em algum tipo de cerim\u00f4nia. Isso porque, atrav\u00e9s de uma base de dados constru\u00edda, eles descobriram que uma s\u00e9rie de peda\u00e7os de ossos estavam faltando. Tamb\u00e9m verificaram incid\u00eancias de marcas que evidenciavam que os corpos foram atingidos com uma \u201cferramenta impressionante\u201d.<\/p>\n<p>O estudo, conduzido pela arque\u00f3loga forense Dra. Rebecca Crozier, especialista em osteologia humana e an\u00e1lise mortu\u00e1ria, da Universidade das Filipinas, foi publicado pelo Journal of Archaeological Science. Segundo ela, a conclus\u00e3o \u00e9 que os orcadianos come\u00e7aram a picar os corpos de seus parentes mortos porque n\u00e3o estavam se decompondo r\u00e1pido o suficiente ap\u00f3s a morte.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Normalmente, quando um ente querido morre os parentes consideram a crema\u00e7\u00e3o ou o enterro tradicional como meio de fornecer a eles um descanso final. Contudo, alguns brit\u00e2nicos que viveram durante o per\u00edodo Neol\u00edtico podem ter tomado uma atitude mais \u201cviolenta\u201d em rela\u00e7\u00e3o a ideia de enterro: o morto era amarrado, cortado em peda\u00e7os e seus restos misturados aos ossos eram jogados em um po\u00e7o.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":23105,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[4,1],"tags":[],"views":1913,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23104"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23104"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23104\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23106,"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23104\/revisions\/23106"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23105"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23104"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23104"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23104"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}