{"id":2887,"date":"2013-09-12T13:41:20","date_gmt":"2013-09-12T17:41:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=2887"},"modified":"2013-09-12T13:41:20","modified_gmt":"2013-09-12T17:41:20","slug":"universidades-federais-reservaram-em-2013-mais-vagas-para-cotas-que-o-previsto-em-lei-aponta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2013\/09\/12\/universidades-federais-reservaram-em-2013-mais-vagas-para-cotas-que-o-previsto-em-lei-aponta-estudo\/","title":{"rendered":"Universidades federais reservaram em 2013 mais vagas para cotas que o previsto em lei, aponta estudo"},"content":{"rendered":"<p>As universidades federais reservaram mais que o dobro de vagas para as cotas em 2013, superando as metas de ades\u00e3o gradual prevista na Lei 12.711, apontou levantamento feito pelo Grupo de Estudos Multidisciplinares da A\u00e7\u00e3o Afirmativa, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-2888\" alt=\"estudantes\" src=\"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/estudantes.jpg\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/estudantes.jpg 500w, https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2013\/09\/estudantes-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p>No primeiro ano, as 58 universidades federais teriam de destinar 12,5% das vagas a alunos de escolas p\u00fablicas, de baixa renda, pretos, pardos e ind\u00edgenas. O percentual chegou a 31,5%.<!--more--><\/p>\n<p>&#8220;V\u00e1rias delas j\u00e1 tinham cotas altas antes da lei, algumas de 30% a 40%. Ent\u00e3o, muitas delas mantiveram o que j\u00e1 tinham com pequenas altera\u00e7\u00f5es, sem partirem da estaca zero&#8221;, destrincha Jo\u00e3o Feres, professor de Ci\u00eancia Pol\u00edtica e integrante do grupo da Uerj.<\/p>\n<p>Em 2012, 32 institui\u00e7\u00f5es ofereceram 30.264 vagas para cotistas (a partir de programas com crit\u00e9rios pr\u00f3prios), equivalente a 21,6%, percentual superior ao exigido pela lei. Com a padroniza\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios e a ades\u00e3o de mais 18 universidades \u00e0 lei, o n\u00famero cresceu cerca de 96% em 2013.<\/p>\n<p>&#8220;Foi um pico, com a ades\u00e3o das 18 de uma s\u00f3 vez. Quando entram, j\u00e1 reservam pelo menos os 12,5% determinados pela lei, e isso conta muito no n\u00famero total&#8221;, explica Feres. A lei prev\u00ea, at\u00e9 2016, reserva de 50% das vagas das institui\u00e7\u00f5es federais de ensino superior para alunos de escolas p\u00fablicas, de baixa renda, pretos, pardos e ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Conforme o levantamento, 19 universidades federais j\u00e1 atingiram a meta prevista para 2016 e outras definiram percentuais superiores aos 12,5% (m\u00ednimo ). Com isso, foram ofertadas 59.342 vagas para cotistas, 151% a mais que as 23.591 previstas se todas as universidades cumprissem apenas o m\u00ednimo previsto na lei.<\/p>\n<p>O avan\u00e7o ocorreu em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, por\u00e9m de forma diferenciada. Enquanto no Sul, houve salto de 31,9% para 45,8%, no Norte, o crescimento passou de 16,4% para 22,2%. O Centro-Oeste apresentou alta de 17% para 31,6%, acima da m\u00e9dia nacional de 9,9 pontos percentuais. O Nordeste teve varia\u00e7\u00e3o de 20,3% para 28,7%, e o Sudeste, de 20,7% para 31%.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As universidades federais reservaram mais que o dobro de vagas para as cotas em 2013, superando as metas de ades\u00e3o gradual prevista na Lei 12.711, apontou levantamento feito pelo Grupo de Estudos Multidisciplinares da A\u00e7\u00e3o Afirmativa, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). No primeiro ano, as 58 universidades federais teriam de destinar 12,5% das vagas a alunos de escolas p\u00fablicas, de baixa renda, pretos, pardos e ind\u00edgenas. 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